terça-feira, 31 de dezembro de 2013 By: Unknown

RESIDUOS SÓLIDOS: TRATAMENTO DADO NO ÂMBITO DO MUNÍCIPIO DE CACOAL

RESIDUOS SÓLIDOS: TRATAMENTO DADO NO ÂMBITO DO MUNÍCIPIO DE CACOAL
H. S. Inácio1, C. B. de Almeida2, E. H. Souza3, P. R. de Camargo4
¹Acadêmico em Direito e em Gestão Ambiental. Téc. em Agropecuária no Campus Cacoal - IFRO. E-mail: heder.inacio@ifro.edu.br; 2Acadêmico em Gestão Ambiental. Téc. em Agropecuária no Campus Cacoal - IFRO. E-mail: cesarboscato@gmail.com; 3Formada em Letras com Habilitação em Português-Inglês. Especialista em Didática do Ensino Superior. Professora efetiva no Campus Cacoal - IFRO. Email: elisangela.hanysz@ifro.edu.br; 4Aluno do curso Técnico em Agroecologia do IFRO- Campus Cacoal. E-mail: paulo.ifro@gmail.com.

Artigo submetido em agosto/2013 e aceito em outubro/2013

RESUMO


O presente trabalho objetiva avaliar e expor a realidade do município de Cacoal relacionado à administração de recursos naturais, e o tratamento dado aos resíduos sólidos. Este estudo foi desenvolvido a partir de pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, por meio de visitas aos aterros sanitários, às cooperativas de catadores e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA); as entrevistas tiveram período pré-estabelecido, a fim de observar descritivamente a realidade dos resíduos sólidos na cidade, bem como a destinação destes. A produção total de lixo é de 60 t/dia, desses, 16% é de material reciclado e 84% de material orgânico (SEMMA, 2013). A cidade de Cacoal tem se destacado no Estado de Rondônia no que se refere à destinação de resíduos sólidos. Entretanto, é necessário contribuir mais para a preservação do Meio Ambiente.



PALAVRAS-CHAVE: Resíduos sólidos, Aterro sanitário, Cooperativas, Reciclagem.




SOLID WASTE: TREATMENT GIVEN IN THE MUNICIPALITY OF CACOAL


ABSTRACT



This study aims to evaluate and show the reality in the city of Cacoal related to natural resource management and processing of solid waste. This study was developed from bibliographical research and field survey through visiting to landfills, recycled cooperatives and Municipal Environment (SEMMAC-CACOAL/RO). The interviews have had a pre-established time to describe the reality of solid waste in the city, as well as the allocation of these. The total waste is 60 T/day, of these 16% is recycled and 84% is organic material (SEMMA, 2013). The city of Cacoal has excelled in the State of Rondônia in relation to disposal of solid waste. However, it’s necessary to contribute more to the preservation of the environment.




KEY-WORDS: Solid wastes, Landfills, Cooperatives, Recycling.


RESIDUOS SÓLIDOS: TRATAMENTO DADO NO ÂMBITO DO MUNICIPIO DE CACOAL


1 - INTRODUÇÃO


Sendo que a cidade progressista, e que segue o padrão e os moldes das cidades do Brasil e do mundo, que preconiza o crescimento sobre o meio que o circunda, no que tange a uma não observância de análise crítica do meio ambiente como fonte de vida, mas apenas de recursos a ser explorado como fonte infinita, é que o presente trabalho apresenta-se para analisar descritivamente a realidade da cidade de Cacoal, relacionado a esta administração de recursos naturais, e o tratamento dado aos resíduos sólidos.
A partir de pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, por meio de visitas ao aterro sanitário e a cooperativa de catadores, em período pré-estabelecido, compreendido de 11 de abril a 09 de maio de 2013, é que se segue a descrição desta realidade.
O município de Cacoal surgiu às margens da BR 364 [...] sua história está vinculada ao processo de expansão de fronteira agrícola nacional, culminando com a convergência de fluxo migratório para a região Norte e para o Estado de Rondônia (VIEIRA, 2012). A cidade tem uma população total de 78.574 habitantes, segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Recentemente o município sofreu fortes mudanças na sua formação, fazendo com que a seu Produto Interno Bruto (PIB) migrasse da agricultura, que “nos anos 80 era o grande propulsor” (OLIVEIRA – 2009) para os serviços. Já a indústria emerge, formando um novo núcleo econômico promissor no setor primário, conforme observa-se no gráfico 1, que segue abaixo.

Figura 1. Produto Interno Bruto de Cacoal/IBGE/ 2010.
Já “o clima predominante no estado é equatorial quente e úmido”, de acordo com o geógrafo brasileiro Jurandir Ross (1990). Sua hidrografia é pertencente à bacia do Rio Machado, este que perpassa e cruza todo o território do estado, sendo considerado o único com nascente (região norte de Vilhena) e deságua no rio Madeira (região de Porto Velho, capital do estado), sendo este último também dentro do território rondoniense.
            Cacoal pertence ao Bioma Amazônico, contudo é considerado como área de transição entre o ecossistema amazônico e o cerrado mato grossense (ROSS-1990).


2 – DESENVOLVIMENTO


2.1 Localização do município


Cacoal está localizada na porção Centro-Leste do Estado, na microrregião de Cacoal e na mesorregião do Leste Rondoniense (CACOAL-2013).
Localizada na região central do estado, ela tem

uma latitude 11º26’19” sul, e a uma longitude 61º26’50” oeste, estando a uma altitude de 200 metros. Possui uma área de 3.793 km² representando 1,6% do Estado. Seu território tem como limite as cidades de Presidente Médici ao noroeste, Espigão d'Oeste ao leste, Castanheiras e Ministro Andreazza ao oeste, Pimenta Bueno ao sudoeste e Rolim de Moura ao sul. (CACOAL-2013).


2.2 Explanação das políticas públicas de resíduos sólidos no âmbito do município de Cacoal


Embora o município de Cacoal tenha um contingente populacional pequeno se comparado aos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, ela encontra-se em quinta colocada na posição de maior densidade demográfica em Rondônia (IBGE-2010). Essa densidade implica algumas repercussões no meio ambiental.
Na pesquisa de campo junto a órgãos públicos como Secretária Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), constatou-se que na cidade de Cacoal não há um estudo voltado para a quantificação de lixo produzido pela população, contudo, há a “estimativa” de que são produzidas sessenta (60) toneladas por dia, sendo dezesseis por cento (16%) de material reciclado e oitenta e quatro por cento (84%) de material orgânico.
            Na cidade não há uma lei que estabeleça a coleta seletiva do lixo, contudo há um projeto-lei intitulado de “Política Municipal de Resíduos Sólidos” que trata sobre a matéria abordada. Embora não haja previsão legal sobre a coleta seletiva no município e distritos (Riozinho e Divinópolis), que têm em média vinte e duas mil (22.000) casas, ela é realizada, totalizando quarenta (40) bairros registrados atualmente.
            Há ainda o CONSELHO MUNICIPAL DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE – COMDEMA, composto por vinte membros fixos e vinte suplentes. A lei que criou o conselho é a 3.041/PMC/2012. O COMDEMA faz reuniões ordinárias todas às primeiras segundas – feiras de cada mês, sendo presidido por um engenheiro agrônomo.

2.3 Coleta seletiva no âmbito de Cacoal


“A coleta é executada por catadores, com o apoio do município, de uma cooperativa ainda não regulamentada, mas já está em funcionamento desde 2011” (SEMMA-2013).
            No município há uma cooperativa de catadores: a Coopercatar (Cooperativa de Catadores de Recicláveis). Ela já conta com quarenta catadores, que desenvolvem atividade de coleta nos bairros, assim como processamento no barracão cedido pela prefeitura municipal, como mostra a figura 2.
            Os trabalhadores que antes do programa do governo federal “CATAFORTE”, que veio a fomentar a organização da cooperativa, ganhavam em média R$150,00 reais por mês. Com a organização da cooperativa e com o apoio das autoridades, espera-se aumentar esta renda, não sendo ela suficiente para mantimento das famílias catadoras envolvidas na coleta seletiva.
            Eles passam recolhendo os resíduos sólidos separados pelos próprios moradores em pelo menos sete bairros por dia. Em uma semana são, em média, trinta bairros.

Figura 2. Catadores na cooperativa (Foto: Magda Oliveira/G1)

                Quanto à destinação do lixo industrial, o município não tem coleta especial. As empresas fazem um contrato com outra empresa no município de Vilhena-RO, especialista na destinação final de produtos hospitalares e da indústria petroquímica.


2.4 Destinações finais dos resíduos sólidos


            Depois de feito a coleta dos resíduos sólidos separados por algumas residências das famílias na cidade, e a triagem pelos catadores, ele é levado para o aterro sanitário localizado na linha quatro da rodovia estadual 383, saída para Rolim de Moura.
            O que hoje é o depósito de entulho há tempos atrás era o lixão municipal. Nele é depositado resíduos sólidos de construção, podas de árvores, entre outros. Ele é próximo ao aeroporto municipal, sendo apenas a seis quilômetros do centro da cidade. Fica na mesma rodovia do aterro sanitário.


2.5 Gestão municipal de recursos hídricos


            O município possui uma autarquia municipal que fornece água a toda população, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Cacoal (SAAE). É por meio dela que o abastecimento a população ocorre, seja no fornecimento de água, quanto no tratamento de esgoto urbano. Já no meio rural ainda predomina o costume de implantação de poços domésticos para abastecimento e fossas sépticas para dejetos.
            É importante acrescentar que a cidade fundou-se as margens do rio Machado, como mostra a figura 3, sendo este um dos principais afluentes da bacia do rio Madeira, sendo este o terceiro maior rio com vazão do Brasil (ANA-2012).

Figura 3.: Rio Machado- Arquivo da Prefeitura/2013.


2.6 Rio Machado, rio Pirarara e rio Tamarupá


            Dentro do município há dois rios que perpassam dentro da cidade. São eles: o rio Machado e o rio Tamarupá. Já o rio Machado, perpassa somente na encosta da cidade.
            Os recursos hídricos encontram-se em um avançado estágio de degradação ambiental devido ao desmatamento da marta ciliar que é a sua proteção natural evitando o carregamento de partículas sólidas, lixo, e etc.

Com a extinção das espécies de arvores nativas e frutíferas nas margens destes rios diminuiu a alimentação dos peixes, que dependem desta simbiose para sua proliferação e sobrevivência, pois, os rios de Cacoal são naturalmente reduzidos em quantidade de alevinos por que seu leito é quase que totalmente de rochas e pobre de alimentos para algumas espécies [...] A ocupação desordenada da região ribeirinha, os esgotos domésticos e industriais e assoreamento do seu leito, contaminam suas águas e multiplicam os vetores transmissores de doenças (verminoses), etc. Além do mau cheiro, eliminação da vida aquática e da beleza paisagística natural da região. (PACA-2002)

            A forte expansão da população teve pressão sobre as margens dos rios Pirarara e Tamarupá, pois, nota-se que em seu percurso dentro da cidade, a sua mata ciliar nativa foi drasticamente modificada e nos últimos dez anos houve a diminuição do nível de água de ambos.
            A conseqüência desta alteração é a modificação da paisagem natural e biológica do ambiente que os circundam. Há lixos que são levados pelas correntes dos rios tratados em questão, tanto por inconsciência ambiental pela população, quanto pela enxurrada de chuvas.
                Em períodos chuvosos é comum enchentes que, na maioria das vezes, altera a vida da população, pois para que algumas pessoas cheguem aos pontos importantes para tratar de negócios de interesse particular é necessário passar pelas pontes que liga os bairros ao centro e quando eles enchem, isso,às vezes, não é possível.


2.7 Alteração da paisagem


                Como Cacoal é uma das mais antigas cidades a surgirem no estado, ela teve alteração de sua paisagem natural. A expansão do setor agrícola influenciou-a e isso pode ser observado em todo decorrer da BR-364. Nela é possível notar que a pecuária bovina é relevante neste setor, além da agricultura convencional.
                Não há ainda uma unidade de conservação no âmbito territorial comportado pelo município. E isso fez com que os animais nativos adentrassem nos espaços de floresta restantes, que doravante foram desmatados pela expansão agrícola.


3 CONCLUSÃO


                Os problemas que são acarretados pela destinação inadequada de resíduo sólido é a falta de conscientização por parte da sociedade, e que se aponta a falta de informação para que essa matéria prima chamada de “lixo” faça seu devido ciclo, e volte para a indústria, poupando assim a natureza de duas formas: não jogar resíduos orgânicos em aterros e poupar o meio ambiente com retirada de mais matéria prima.
                Outro apontamento seria a Educação Ambiental, de tal maneira a torná-la conteúdo exigido em todos os níveis de escolaridade, assim pode-se diminuir o analfabetismo ambiental no que tange a conscientização da população cacoalense no uso de produtos duráveis e não mais manter o costume de uso de descartáveis.



4 REFERÊNCIAS

1.                  AMAZÔNIA, portal dos Maiores rios brasileiros em vazão. Disponível em: <http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=377>. Acesso em: 01/05/2013.

2.              CACOAL, Câmara Municipal de. LEI Nº 3.041/PMC/2012. Disponível em: <http://200.140.146.21:8180/portal/leis/Leis-Ordinarias/2012/lei-no-3-041-p1mc-2012>. Acesso em: 09/05/2013.

3.                  ______, Prefeitura de Municipal de. Geografia. Disponível em: <http://www.cacoal.ro.gov.br/sobre/geografia.php>. Acesso em; 01/05/2013.

4.                  ______, Prefeitura Municipal de Cacoal agora faz parte da rede estadual de cooperativas de catadores. Disponível em: <http://www.cacoal.ro.gov.br/noticia.php?id=46>. Acesso em: 01/05/2013.

5.                  IBGE. Cidades. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=110004#>. Acesso em: 25/04/2013.

6.                  OLIVEIRA, Ovídio Amélio de. GEOGRAFIA DE RONDÔNIA. Espaço & Produção. 3ª Edição. Dinâmica Editora.

7.                  OLIVEIRA, Magda/G1. Catadores de resíduos sólidos se organizam em cooperativa, em RO. Disponível em:

8.                  PAKAAS, Geografia de Rondônia. Disponível em: <http://www.pakaas.net/geografiaderondonia.htm>. Acesso em: 25/04/2013.

9.                  UNESC Cacoal. Faculdades Integradas de Cacoal. Disponível em: <http://www.unescnet.br/inicio.asp>. Acesso em: 01/05/2013.

10.               WIKIPEDIA. Cidades acima de cem mil habitantes. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/AnexoListademunic%C3%>. ADpios do Brasil acima de cem mil habitantes. Acesso em: 01/05/2013.


11.               ______. Cidades mais populosas de Rondônia. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Predefini%C3%A7%C3%A3o>. Cidades mais populosas de Rond%C3%B4nia

Irrigating Pastures

Irrigatio n Tips for Sprinkler SystemsAs summer approaches and the soil dries, forage plants become dormant. Some years in drier areas of Oregon dormancy may begin in the late spring. If you have irrigation rights, your pastures can provide supplemental nutrition even during the dry summer months. Although this article target irrigated pastures many of the principles apply to other crops.
There are a number of irrigation methods used in Oregon, including flood, hand line, wheel line, gated pipe, little and big gun, linear, and pivot irrigation systems. The method of choice depends on the system that came with the farm, the size of the farm and the amount of labor, time and money available. Some small farms use solid set systems for pasture. These systems are efficient but require care to protect the pipe from the livestock.
Determining when to irrigate and how much water to apply are specialized tasks. Though many techniques exist, monitoring soil moisture may be the easiest irrigation scheduling technique. This technique can help you determine when to irrigate, whether irrigation periods are sufficiently spaced, and whether the proper amount of water is applied during each irrigation. See the resources for more information that the end of this article for a useful field test for estimating soil moisture. During the growing season, the soil should dry out to about 50% of the soil water hold capacity before it is irrigated back to its capacity. Water holding capacity is a determined by soil texture, organic matter content, and soil depth. The time between irrigations varies depending on the time of year. For instance, during spring in Central Oregon, the frequency of irrigation could be every two to three weeks; in the summer it could be every 5 days, depending upon the water holding capacity of the soil.
Moisture evaporates from the soil and plants are said to transpire, that is, they give off moisture through their leaves. Considered together, these two processes are referred to as evapotranspiration. Evapotranspiration or average daily water loss from the soil plant system varies by season. As you might guess, water losses are greater during the hot, dry, longer days of summer than at any other time of year.
If your goal only is to have a green pasture, irrigate whenever the weather is dry. If you irrigate for production, follow an irrigation management plan based on the infiltration rate, water-holding capacity of the soil, and amount of moisture lost to evapotranspiration. Use weather and soil information to ensure adequate but not excessive irrigation. This information is available for a variety of areas of Oregon through Agrimet (see for more information below). An irrigation specialist at the local USDA Natural Resources Conservation Service office can provide help develop a water management plan.
Do not leave large livestock in the pasture while irrigating; they may damage equipment. To avoid plant damage and soil compaction, wait 3 or 4 days after irrigating before turning large livestock back onto pastures. As always, wait until the pasture is above 6 to 8 inches in height before grazing, and graze no shorter than 3 inches.

Produção de leite em pastagem irrigada

A intensificação do uso das pastagens é o fator mais importante para a viabilidade técnico-econômica da produção de leite, pois a alimentação é o item de maior custo nos sistemas de produção animal.


Neste sentido, a irrigação de pastagens é uma ferramenta de manejo que permite produzir como planejado, sem que a falta de chuvas altere os índices de produtividade e de rentabilidade previamente estabelecidos em um sistema de produção de leite.


Contudo, a irrigação é uma tecnologia agrícola final, ou seja, o produtor de leite que pretender utilizá-la deve ser, antes de tudo, um excelente agricultor.


Antes da implantação do sistema de irrigação de pastagens, o produtor de leite deve aplicar de maneira correta as tecnologias disponíveis que promovam altas produções de forragem de qualidade superior, dentre as quais destacamos:


- o preparo do solo;


- a correção da fertilidade do solo, com base em análise química;


- a escolha da espécie e cultivar da forrageira;


- a semeadura em nível, a fim de evitar erosões;


- as adubações de manutenção e cobertura, mediante análise do solo e da exigência da planta forrageira;


- o combate a pragas e doenças, especialmente formigas no caso da pastagem.


Dentre as vantagens do uso da irrigação em pastagens destaca-se a redução dos efeitos da estacionalidade na produção de forragem e da ampliação da possibilidade de prover forragem aos animais por um período mais longo do ano, dependendo da temperatura e da luminosidade.


Além disso, a irrigação de pastagem contribui para reduzir a quantidade de volumosos conservados e concentrados nas dietas e para intensificar a produção de leite por área, melhorando o desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho.


A irrigação de pastagem possibilita a produção de altas quantidades de forragem por hectare por ano, com redução de custos. É possível lotações de 7 a 10 vacas por hectare, produzindo 10-13kg de leite por vaca por dia. Isso significa que é perfeitamente possível produzir 90 a 130kg de leite por dia por hectare, ou seja, 32.850kg a 47.450kg de leite por hectare por ano.


Resultados positivos em pesquisas cientificas na atividade leiteira foram encontrados por Lugão et al. (2008), trabalhando com adubação de pastagens em sistemas intensificados nas pequenas propriedades do Noroeste do Paraná, em pastagens adubadas com 300kg de N/ha/ano e manejadas com 95% de interceptação luminosa, onde obtiveram produção de forragem de até 4.200kg de MS por ha por ciclo de pastejo, permitindo taxas de lotação de até 9 U.A./ha com produções que chegaram a 16.923kg de leite por ha/ano com a utilização suplementar de concentrado.


Em estudo realizado no Setor de Bovinocultura de Leite do Polo Regional da Alta Mogiana - Colina - SP (Signoretti, et al., 2011) com objetivo de avaliar o desempenho produtivo de vacas leiteiras mestiças mantidas em pastagem de capim Tanzânia irrigada (figura 1), sob método de lotação intermitente, com 7 U.A./ha, fertilizada com 30kg de N e 10kg de K2O/ha por ciclo de pastejo (24 dias), onde as vacas receberam suplementação com dois níveis de concentrado (2,5 x 5,0kg/vaca/dia). 




A massa de forragem produzida foi, em média, 5.301kg de MS/ha (março a outubro de 2010).


Além disso, nos meses de junho a setembro de 2010, as vacas receberam 20kg de silagem de milho/vaca/dia, com base na MN, pois a oferta de forragem foi insuficiente para manter as 7 U.A./ha, conforme pré-estabelecido.


A produção média de leite por vaca por dia e por área (kg/ha) foi 20,07% e 24,84% maior, quando os animais receberam 5,0kg, em comparação com as que receberam 2,5kg de concentrado por vaca por dia, respectivamente (tabela 1). 




A relação de quilo de leite produzido por quilo de concentrado consumido por dia foi de 5,06 e 3,04 para animais que receberam 2,5kg ou 5,0kg de concentrado por vaca por dia, respectivamente.


Considerando-se o custo do concentrado (R$0,57/kg), preço de mercado na região de Colina-SP em outubro de 2010, época que foi realizado o experimento, verificou-se que o custo por quilo de leite produzido foi 64,7% maior para as vacas suplementadas com 5,0kg de concentrado/dia (R$0,196/kg de leite) em comparação com aquelas que receberam 2,5kg de concentrado/dia (R$0,119/kg de leite). Deste modo, verificou-se aumento da produção de leite por hectare de 24,84% (Tabela 1).


Nestas condições experimentais, o fornecimento de 5,0kg de concentrado/animal/dia em pastagem fertilizada, irrigada e com elevada taxa de lotação foi menos eficiente economicamente que o fornecimento de 2,5kg de concentrado/animal/dia.


Deste modo, além do aumento da produtividade total de forragem com o uso da irrigação, outras vantagens são: o aumento no período de produção, com maior crescimento das forrageiras no início da estação (agosto a outubro); redução no período de suplementação dos animais no cocho; maior estabilidade na disponibilidade de forragem ao longo do ano e produção de leite.


Por fim, é importante que o produtor que pretende irrigar sua pastagem entenda quais as mudanças serão necessárias no dia a dia de sua propriedade, especialmente em relação ao manejo da pastagem e da aplicação correta de água, da adubação e da melhoria genética dos animais.


Referências Bibliográficas


LUGÃO, S. M. B. et al. Redes de referência: um dispositivo de pesquisa e  extensão para o desenvolvimento da agricultura familiar. In: SANTOS, G. T.  dos et al. (Ed.). Bovinocultura de Leite. Maringá: Eduem, 2008. p. 77-104.


SIGNORETTI, R.D. et al. Produção e composição de leite de vacas mestiças mantidas em pastagem de capim Tanzânia irrigada suplementadas com diferentes níveis de concentrado. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 48., Belém. Anais... Belém: SBZ, 2011.

Como Fazer uma irrigação por gotejamento caseira

A irrigação é uma grande preocupação para quem lida com plantas. De modo geral, tanto em larga escala para os agricultores como em menor, para os que praticam jardinagem doméstica, a irrigação por gotejamento atende bem às necessidades. 
Existem diversos métodos de irrigação como, por exemplo, a irrigação por aspersão e por superfície, mas o gotejamento apresenta algumas vantagens sobre os demais. 
Com o gotejamento evita-se o desperdício de água, uma vez que o processo é constante e moderado. Outra qualidade deste método é evitar o acúmulo de água, bem como a propagação de insetos.

Instruções


  1. 1
    Para realizar um sistema de gotejamento caseiro, pegue uma garrafa plástica (garrafa pet) e higienize bem o seu interior. A reutilização da garrafa pet contribui, ainda, para a manutenção do meio ambiente, além da economia e praticidade de elaboração. 
    Higienize e mantenha a tampa da garrafa, que será importante para o gotejamento. 
  2. 2
    Faça um orifício no centro da tampa da garrafa. 
    O orifício pode ser feito através do contato feito por um prego quente ou com qualquer objeto cortante ou pontiagudo. 
    Lembre-se que o tamanho do orifício será proporcional à quantidade de água que será gotejada. Quanto maior o orifício, maior será a irrigação da planta, e vice-versa

Irrigação por gotejamento


Ta ai um vídeo pra ilustração de um Sistema de irrigação que nesse caso é a irrigação por gotejamento.
sexta-feira, 8 de março de 2013 By: Unknown

PREPARO E ADUBAÇÕES DO SOLO

Preparo do solo e adubação de pré-plantio

   Na implantação do pomar é imprescindível proceder à escolha adequada do local, bem como tomar medidas para melhorar as condições físicas do solo, através de subsolagem e aração profunda e as condições químicas, através de calagem e adubação. A definição da quantidade desses produtos a ser aplicada é feita através da análise do solo, que deve ser providenciada com 6 meses de antecedência.

   Nas situações de replantio total de áreas de pomares não afetados por podridões de raízes, deve-se também recorrer à análise do solo para definir as quantidades de calcário e adubo a aplicar em pré-plantio, bem como realizar subsolagem para romper as camadas compactadas. Deve-se eliminar completamente os restos vegetais da área. Especificamente para estas situações, deve ser usado na cova 50 g de fosfato monoamônico antes do plantio.

Adubação de Crescimento

  A adubação de crescimento é necessária para estimular o crescimento vegetativo e, por conseqüência, a formação das plantas durante os três primeiros anos. É constituída por adubo nitrogenado, em doses variáveis, conforme a idade das plantas.

  No sistema de Produção Integrada de Maçãs do Brasil não são admitidos fertilizantes que tenham em sua constituição substâncias tóxicas que podem contaminar o solo, especialmente aqueles que contenham metais pesados, toxinas, etc. ou então fertilizantes com problemas de contaminação biológica.

Adubação de manutenção (produção)

  A recomendação de adubação de manutenção deve considerar a análise foliar e de frutos, análise periódica do solo, idade das plantas, crescimento vegetativo, adubações anteriores, produções, tratos culturais e presença de sintomas de deficiências nutricionais.

  Nos pomares que tenham seguido as recomendações de adubação de pré-plantio e de adubação de crescimento, as quantidades a aplicar anualmente por hectare não devem ser superiores a 80 kg de N/ha, 50 kg de P2O5 /ha, 150 kg de K2O/ha, 20 kg de MgO/ha, 20 kg de ZnO/ha e 5 kg de Bórax/ha.

  Independentemente do teor foliar, não deve se aplicar potássio se o teor no solo for maior que 100 mg/L, na camada de 0 a 20 cm, e maior que 50 mg/L, na camada de 20 a 40 cm de profundidade.

  Para a cultura da macieira são necessárias aplicações foliares sistemáticas de cálcio, para evitar a ocorrência de distúrbios fisiológicos ligados a este nutriente, visando melhorar as condições de conservação da fruta. Os demais nutrientes devem ser aplicados por via foliar quando identificada a deficiência.

Fonte: EMBRAPA