sábado, 24 de maio de 2014 By: Unknown

Transição Agroecológica: rumo à sustentabilidade



José Antônio Costabeber


   A longevidade da agricultura não poderá ser assegurada por um período histórico superior ao de algumas poucas gerações humanas se forem mantidos os mesmos níveis de consumo de recursos naturais não-renováveis (fertilizantes derivados do petróleo), o uso crescente de agrotóxicos

Sustentabilidade empresarial


Vivemos hoje sobre o fio da navalha em relação às questões ambientais. Nosso planeta dá sinais claros de que não suporta mais o ritmo de consumo que imprimimos nos dias atuais. A poluição da terra; da água e do ar; chegaram a níveis tão altos que em alguns países certas regiões chegam ater níveis de poluentes que provocam deformidades e problemas gravíssimos de saúde para os habitantes locais.

SUSTENTABILIDADE – TEMA ATUAL COM FOCO NO FUTURO

sustentabilidade1 Sustentabilidade   Tema Atual com Foco no Futuro


































Um conceito muito utilizado atualmente é o que chamamos de “sustentabilidade ambiental”. Porém, nem todo mundo sabe ele realmente significa ao nosso cotidiano.

Sustentabilidade da produção de etanol de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo

Saulo Rodrigues Filho; Antonio José Juliani
Saulo Rodrigues Filho é professor do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), da Universidade de Brasília (UnB).  @ – srodrigues@unb.br
Antonio José Juliani Antonio José Juliani é doutorando em Desenvolvimento Sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), da Universidade de Brasília (UnB).  @ – Antonio.juliani@yahoo.com.br




RESUMO
Este artigo objetiva avaliar a sustentabilidade ambiental dos municípios envolvidos com o cultivo da cana-de-açúcar

A importância do etanol para a economia brasileira

  O etanol (álcool etílico) é um álcool derivado de cereais e vegetais. No Brasil, utiliza-se a cana-de-açúcar para a produção do etanol, enquanto nos Estados Unidos e México é utilizado o milho.

  É utilizado na fabricação de bebidas alcoólicas fermentadas (cerveja, aguardente, vinho), produtos de limpeza doméstica e também de combustíveis para automóveis. Apresenta-se na forma de um líquido incolor e sua fórmula química é C2H5OH.

   CH3CH2OH, esta é a fórmula do ethanol. Tecnicamente, pode ser produzido a partir da fermentação de açúcar, amido ou celulose, sendo que a forma de melhor aproveitamento é a partir da cana-de-açúcar. O aproveitamento energético pode chegar a 7/1 (gastamos um litro de álcool para produzir sete litros do etaanol hidratado. O processo tem as fases seguintes: 1-esmagamento da cana; 2-adição de fermento à calda obtida; 3-remoção de resíduos através do processo de centrifugação; 4-depois de devidamente fermentado, o mosto, como é chamado, deve ser aquecido a exatos 78,3ºC, quando o álcool existente na mistura evapora e sofre o processo de destilação, sobrando na ponta o álcool hidratado ou anidro, e as necessidades do fabricante.

   Para uso carburante, em automóveis, basicamente é exigida uma taxa de compressão maior do motor, e um fluxo também maior de combustível e comburente (ar).

   O etanol (C2H6O), também chamado de álcool etílico, é uma substância obtida da fermentação de açúcares, encontrado em bebidas como cerveja, vinho e aguardente, bem como na indústria de perfumaria. No Brasil, tal substância é também muito utilizada como combustível de motores de explosão, constituindo assim um mercado em ascensão para um combustivel obtido de maneira renovável, é o estabelecimento de uma indústria de química de base, sustentada na utilização de biomassa de origem agrícola e renovável.

   O etanol é o mais comum dos álcoois. Os alcoóis são compostos que têm grupos hidroxilo ligados a átomos de carbono sp3. Podem ser vistos como derivados orgânicos da água em que um dos hidrogênios foi substituído por um grupo orgânico. As técnicas de produção do álcool, na Antiguidade, apenas restritas à fermentação natural ou espontânea de alguns produtos vegetais, como açúcares, começaram a expandir-se a partir da descoberta da destilação procedimento que se deve aos árabes. Mais tarde, já no século XIX, fenômenos como a industrialização expandem ainda mais este mercado, que alcança um protagonismo definitivo, ao mesmo ritmo em que se vai desenvolvendo a sociedade de consumo no século XX. O seu uso é vasto: em bebidas alcoólicas, na indústria farmacêutica, como solvente químico, como combustível ou ainda com antídoto. O bagaço gerado na usina de cana-de-açúcar é consumido para produção de energia. O bagaço serve como matéria-prima na produção de etanol por meio da hidrólise ácida ou enzimática, nas quais as frações celulose e hemicelulose são convertidas a hexoses e pentoses. Após processos de purificação, a mistura obtida pode ser fermentada para produção do etanol.

   O Brasil é o país mais avançado, do ponto de vista tecnológico, na produção e no uso do etanol como combustível, seguido pelos EUA e, em menor escala, pela Argentina, Quênia, Malawi e outros. A produção mundial de álcool aproxima-se dos 40 bilhões de litros, dos quais presume-se que até 25 bilhões de litros sejam utilizados para fins energéticos. O Brasil responde por 15 bilhões de litros deste total. O álcool é utilizado em mistura com gasolina no Brasil, EUA, UE, México, Índia, Argentina, Colômbia e, mais recentemente, no Japão. O uso exclusivo de álcool como combustível está concentrado no Brasil. O álcool pode ser obtido de diversas formas de biomassa, sendo a cana de-açúcar a realidade econômica atual. Investimentos portentosos estão sendo efetuados para viabilizar a produção de álcool a partir de celulose, sendo estimado que, em 2020, cerca de 30 bilhões de litros de álcool poderiam ser obtidos desta fonte, apenas nos EUA. O benefício ambiental associado ao uso de álcool é enorme, pois cerca de 2,3t de CO2 deixam de ser emitidas para cada tonelada de álcool combustível utilizado, sem considerar outras emissões, como o SO2.

   A cana-de-açúcar é a segunda maior fonte de energia renovável do Brasil, com 12,6% de participação na matriz energética atual, considerando-se o álcool combustível e a co-geração de eletricidade, a partir do bagaço. Dos 6 milhões de hectares, cerca de 85% da cana-de-açúcar produzida no Brasil está na Região Centro-Sul (concentrada em São Paulo, com 60% da produção) e os 15% restantes na Região Norte-Nordeste.

  Na safra 2008, das cerca de 380 milhões de toneladas moídas, aproximadamente 48% foram destinadas à produção de álcool. O bagaço remanescente da moagem é queimado nas caldeiras das usinas, tornando-as autossuficientes em energia e, em muitos casos, superavitárias em energia elétrica que pode ser comercializada. No total, foram produzidos 15,2 bilhões de litros de álcool e uma geração de energia elétrica superior a 4GWh durante a safra, o que representa aproximadamente 3% da nossa geração anual.

   Apesar de todo o potencial para a co-geração, a partir do aumento da eficiência energética das usinas, a produção de energia elétrica é apenas uma das alternativas para o uso do bagaço. Também estão em curso pesquisas para transformá-lo em álcool (hidrólise lignocelulósica), em biodiesel, ou mesmo, para o seu melhor aproveitamento pela indústria moveleira e para a fabricação de ração animal.

* Iso Moreira, deputado estadual pelo PSDB
sexta-feira, 23 de maio de 2014 By: Unknown

Importância da cana-de-açúcar

A importância da cana de açúcar é devida à sua mútipla utilidade, podendo ser empregada in natura, sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como