quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
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Plantio Direto Agroecologico
De tanto conhecer na prática profissional as vantagens agronômicas das espécies leguminosas, que crescem rápido e produzem biomassa abundantemente, o pesquisador Otávio Lopes, da Embrapa Amazônia Oriental, desenvolveu um sistemade plantio direto sobre a palhada dessas plantas, capaz de proteger e recuperar o solo, ao mesmo tempo que pode garantir melhor qualidade de vida às populações que vivem do trabalho com a terra, aumentando a renda familiar e a produtividade das culturas, diminuindo custos com mão-de-obra e insumos. O sistema proposto é o Plantio Direto Agroecológico para a Agricultura Familiar sobre a palhada de leguminosas como o ingá e Acacia mangium, com rotaçãode culturas de subsistência.
De acordo com Otávio Lopes, essa é uma tecnologia sem precedentes, inovadora, “pois o sistemade plantio direto utilizado no Brasil costuma ser aplicado à agricultura empresarial e não à familiar”. Por ser agroecológica, emprega soluções naturais sem a utilização (ou utilização mínima, quando indispensável) de insumos como mecanização agrícola em todas as fases dos sistemas deprodução, corretivos da acidez do solo, fertilizantes químicos, inseticidas, fungicidas e herbicidas. “A produtividade aumenta graças ao efeito benéfico causado no solo pela matéria orgânica resultante da decomposição das palhadas”, explica o pesquisador, lembrando que a matéria orgânica deve ser considerada como prioridade no manejo de solos tropicais.
Além disso, o plantio direto é uma alternativa agroecológica de construção da fertilidade do solo que permite a imediata interrupção do sistema predatório de derruba-e-queima da mata virgem ou da capoeira (mata secundária), característico do cultivo na Região Amazônica. O sistema é adaptável a várias regiões brasileiras e, dependendo das condições de cada lugar, é possível utilizar outras espécies vegetais, diferentes de leguminosas, para formação de palhada. “A possibilidade de reduzir o desmatamento e de recuperar áreas degradadas em diversos locais do Brasil agrega à tecnologia benefícios ambientais inestimáveis, reintegrando o solo ao processo produtivo, com base em novos indicadores de sustentabilidade agroecológica”, salienta o pesquisador. E deixa um alerta: “é preciso muito cuidado na hora de cultivar a terra, para não agredir a matéria orgânica e degradar o solo, diminuindo a capacidade deste de produzir alimentos
De acordo com Otávio Lopes, essa é uma tecnologia sem precedentes, inovadora, “pois o sistemade plantio direto utilizado no Brasil costuma ser aplicado à agricultura empresarial e não à familiar”. Por ser agroecológica, emprega soluções naturais sem a utilização (ou utilização mínima, quando indispensável) de insumos como mecanização agrícola em todas as fases dos sistemas deprodução, corretivos da acidez do solo, fertilizantes químicos, inseticidas, fungicidas e herbicidas. “A produtividade aumenta graças ao efeito benéfico causado no solo pela matéria orgânica resultante da decomposição das palhadas”, explica o pesquisador, lembrando que a matéria orgânica deve ser considerada como prioridade no manejo de solos tropicais.
Além disso, o plantio direto é uma alternativa agroecológica de construção da fertilidade do solo que permite a imediata interrupção do sistema predatório de derruba-e-queima da mata virgem ou da capoeira (mata secundária), característico do cultivo na Região Amazônica. O sistema é adaptável a várias regiões brasileiras e, dependendo das condições de cada lugar, é possível utilizar outras espécies vegetais, diferentes de leguminosas, para formação de palhada. “A possibilidade de reduzir o desmatamento e de recuperar áreas degradadas em diversos locais do Brasil agrega à tecnologia benefícios ambientais inestimáveis, reintegrando o solo ao processo produtivo, com base em novos indicadores de sustentabilidade agroecológica”, salienta o pesquisador. E deixa um alerta: “é preciso muito cuidado na hora de cultivar a terra, para não agredir a matéria orgânica e degradar o solo, diminuindo a capacidade deste de produzir alimentos
Produção Orgânica de Citros no Rio Grande do Sul
| Certificação de produtos orgânicos |
3.1. Breve histórico
O desenvolvimento do mercado de orgânicos está diretamente
relacionado à confiança dos consumidores quanto à autenticidade dos
produtos, a qual somente pode ser assegurada por meio de programas
eficientes de certificação. Além disso, a certificação é importante para
a manutenção de padrões éticos do movimento orgânico, devendo estar
desvinculada de interesses econômicos.A Cooperativa Ecológica Coolméia, situada no Rio Grande do Sul, preocupada com a agricultura ecológica, defesa do ambiente e oferta de alimentos saudáveis, desde 1978 já demandava algum tipo de processo de certificação para garantir a qualidade dos produtos orgânicos comercializados. Em 1986, a Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (ABIO) estabeleceu as primeiras normas relativas ao credenciamento de propriedades certificadas. No início do século 21, surgiram as legislações brasileiras sobre o assunto, fundamentadas nas diretrizes do Codex Alimentarius para a produção orgânica e nos regulamentos adotados nos Estados Unidos, União Europeia e Japão (FELICONIO, 2002).
3.2. Definição
A certificação consiste em um conjunto de regras e de procedimentos
adotados por uma entidade certificadora auditora, que assegura por
escrito que determinado produto, processo ou serviço obedece às normas e
às práticas da produção orgânica. A certificação de produtos orgânicos é
geralmente apresentada sob a forma de um selo afixado ou impresso no
rótulo ou na embalagem do produto.Segundo o IBD (2010), a certificação assegura ao produtor um diferencial de mercado para os seus produtos e ao consumidor a garantia da origem do produto, as boas práticas agrícolas adotadas no sistema produtivo e que o alimento está isento de contaminação química. A certificação de produtos orgânicos exige uma série de cuidados, tais como: a desintoxicação do solo; o não uso de adubos químicos e agrotóxicos, a recomposição de matas ciliares; a preservação de espécies nativas e de mananciais; o respeito às normas sociais baseadas nos acordos internacionais do trabalho; e o envolvimento do produtor com projetos sociais e com a preservação do meio ambiente (IBD, 2010).
3.3. Mecanismos de controle
Em função da diversidade da rede de produção orgânica brasileira,
foram regulamentados três mecanismos de controle dos produtos orgânicos,
quais sejam: a Certificação por Auditoria; os Sistemas Participativos
de Garantia; e o Controle Social na Venda Direta (BRASIL, 2010). Embora
todos esses mecanismos de controle devam integrar o Cadastro Nacional de
Produtores Orgânicos, somente as modalidades de Certificação por
Auditoria e os Sistemas Participativos de Garantia autorizam o uso do
selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica
(SisOrg).
3.4. Credenciamento
A certificadora de produtos orgânicos deve ser credenciada pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e acreditada
pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial (INMETRO). Internacionalmente, um dos órgãos que credencia as
certificadoras é a International Federation of Organic Agriculture
Movements (IFOAM), que é uma federação que congrega os diversos
movimentos relacionados à agricultura orgânica.
3.5. Certificadoras por Auditoria
A certificação de produtos orgânicos por auditoria pode ser feita por
agências locais, internacionais ou por parcerias entre elas. Dentre as
diversas certificadoras atuantes no Brasil, destacam-se, por motivos
diversos, as nacionais Associação de Agricultura Orgânica de São Paulo
(AAO), Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC),
Associação dos Produtores de Agricultura Natural (APAN), Associação de
Agricultura Orgânica (AAOCERT), Associação Orgânica de Santa Catarina,
Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro
(ABIO), Associação de Certificação de Produtos Orgânicos do Espírito
Santo (Chão Vivo), Certificadora Sapucaí, Certificadora Mokiti Okada
(CMO), Instituto Brasileiro de Certificação Ética (IBCERT), IBD
Certificações (IBD), Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR CERT) e a
Minas Orgânica (MINAS). Dentre as internacionais, podem ser citadas a
norte-americana Farmers Verified Organic (FVO), a francesa ECOCERT
BRASIL, a alemã BCS Öko-Garantie GmbH, a holandesa Associação Skal
Brasil Certificadora (SKAL), a suíça IMO Control do Brasil Ltda. e a
argentina Organizacion Internacional Agropecuaria Brazil (OIA).
3.6. Atuação das certificadoras
Inicialmente, as agências certificadoras fornecem aos produtores
informações sobre as diretrizes gerais e normas técnicas de produção
estabelecidas pelo seu departamento técnico, em consonância com as
legislações nacionais e internacionais sobre o assunto. De posse da
descrição das práticas culturais, tecnologias e/ou insumos permitidos,
dos proibidos ou dos de uso restrito, o produtor deve conduzir seu
sistema de produção. Os padrões das certificadoras são periodicamente
revisados, permitindo a adaptação a eventuais atualizações técnicas.Para auxiliar os produtores, a certificadora pode indicar consultores para fornecer assistência técnica, que darão orientações quanto à produção e à comercialização dentro de seus padrões técnicos para a certificação. O processo de fiscalização é feito por meio de visitas periódicas de inspeção, realizadas na unidade de produção agrícola, quando o produto é comercializado in natura, e, também, nas unidades de processamento, quando o produto é processado, e nos entrepostos, quando é comercializado. As inspeções podem ser tanto programadas, avisando-se o produtor com antecedência, quanto aleatórias (sem o conhecimento prévio). O produtor deve apresentar um plano de produção para a certificadora e manter registros atualizados quanto à origem dos insumos adquiridos, sua aplicação e o volume utilizado. As instalações devem estar sempre disponíveis para vistoria e avaliação. Após a inspeção, é elaborado um relatório contendo possíveis irregularidades quanto às normas de produção estabelecidas. Os relatórios são encaminhados ao departamento técnico ou ao conselho de certificação da certificadora, que delibera sobre a concessão do certificado que habilita o produtor, processador ou distribuidor a ser incluído no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos e a utilizar o selo do SisOrg. A certificação pode ser solicitada para áreas específicas ou para toda a propriedade. Uma vez credenciada e acreditada, a propriedade pode gerar vários produtos certificados, que recebem o selo de qualidade, desde que observados os requisitos de qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e padrão de vida dos trabalhadores (IBD, 2010). O custo do processo de certificação varia de acordo com os critérios de análise estabelecidos pela certificadora, levando-se em consideração os seguintes itens: taxa de filiação, tamanho da área a ser certificada, despesa com inspeção, elaboração de relatórios, análises laboratoriais de solo e da água, visitas de inspeção e o acompanhamento e a emissão do certificado.
3.7. Atribuições do MAPA
Além de credenciar as certificadoras, o MAPA é responsável pelo
acompanhamento e pela fiscalização dos organismos de certificação,
devendo nos casos de adulteração, falsificação, fraude e descumprimento
da legislação tomar medidas de advertência, autuação, apreensão de
produtos, retirada do cadastro dos agricultores autorizados a trabalhar
com a venda direta e suspensão do credenciamento como organismo de
avaliação. Também podem ser aplicadas multas, que variam entre R$ 100,00
e R$ 1 milhão (BRASIL, 2010).O MAPA também pode delegar algumas funções a outras instituições, principalmente no que tange ao acompanhamento dos processos produtivos.
3.8. Sistemas Participativos de Garantia
Os Sistemas Participativos de Garantia realizam a certificação por
meio de um sistema em rede e não unitário, como ocorre na Certificação
por Auditoria. Caracterizam-se pela responsabilidade coletiva de seus
membros, que podem ser produtores, consumidores e técnicos. Os métodos
de geração de credibilidade são adequados às diferentes realidades
sociais, culturais, políticas, territoriais, institucionais,
organizacionais e econômicas do ambiente produtivo.Há necessidade de os Sistemas Participativos de Garantia possuírem um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade, legalmente constituído e credenciado pelo MAPA, cuja responsabilidade é avaliar a conformidade orgânica dos produtos, incluir os produtores orgânicos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos e autorizá-los a utilizar o selo do SisOrg (IBD, 2010). A Rede Ecovida de Agroecologia (ECOVIDA) e a Cooperativa Ecológica Coolméia (COOLMÉIA) são as principais instituições a realizarem a certificação pelo mecanismo de Sistemas Participativos de Garantia no Sul do Brasil. Essas entidades também utilizam a certificação como uma proposta de desenvolvimento e de sustentabilidade para produzir um alimento de qualidade, respeitando a relação com a vida, com o solo vivo e com as dinâmicas do agroecossistema. Nesse processo de certificação, ao se localizar um problema em algum ponto da cadeia produtiva (produção, processamento, comercialização ou consumo final do produto), todos os integrantes da corrente certificadora são chamados para discutir e encontrar uma solução para o problema (FELICONIO, 2002). A certificação participativa apresenta custo menor que a certificação por garantia, possibilitando maior acesso aos pequenos produtores, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento rural sustentável. Nesse caso, tem-se um ambiente de relações diretas e pessoais entre as pessoas comprometidas com a ideologia do sistema.
3.9. Controle Social na Venda Direta
Por reconhecer a importância da relação de confiança estabelecida
entre produtores e consumidores, a legislação brasileira abriu uma
exceção na obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos que
são vendidos diretamente aos consumidores, como em feiras e pequenos
mercados locais. Para isso, os produtores têm que fazer parte de uma
Organização de Controle Social cadastrada em órgãos fiscalizadores,
dentre os quais o MAPA, que pode ser um grupo de agricultores
familiares, associação, cooperativa ou consórcio, com ou sem
personalidade jurídica (IBD, 2010). No entanto, deve ser assegurado aos
consumidores e ao órgão fiscalizador a rastreabilidade dos produtos e o
livre acesso aos locais de produção ou de processamento.A Organização de Controle Social tem o papel de orientar os associados sobre a qualidade dos produtos orgânicos e, para que tenha credibilidade e seja reconhecida pela sociedade, precisa estabelecer uma relação de organização, comprometimento e confiança entre os participantes (IBD, 2010). Por meio da Organização de Controle Social reduz-se significativamente o custo do processo de manutenção da confiabilidade dos produtos orgânicos, conferindo maior competitividade aos agricultores familiares que fazem uso desse sistema.
3.10. Produtos cítricos certificados
Além de frutas frescas produzidas organicamente, podem ser
certificados sucos, geleias, doces, pães, biscoitos, pratos prontos
congelados, frutas desidratadas, óleos essenciais, vinhos, dentre outros
produtos de citros.No Rio Grande do Sul, a Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (ECOCITRUS) produz frutas frescas e sucos de laranja e de tangerina certificados pelo IBD e pela ECOVIDA, enquanto a Associação Companheiros da Natureza produz frutas frescas certificadas pela ECOVIDA e sucos de laranja e de tangerina da marca Novo Citrus pela ECOCERT BRASIL.
3.11. Apontamentos finais
Independentemente do mecanismo de controle adotado, seja a
certificação por auditoria ou a participativa ou, ainda, por controle
social na venda direta, o importante é organizar a cadeia produtiva de
produtos orgânicos, de forma a construir um mercado justo para
produtores e consumidores, sempre com sustentabilidade ao meio ambiente. |
Embrapa. Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610.
Cidades Sustentáveis
O
que são
As
cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes
voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento
econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem
planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no
mundo que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma
cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações
sustentáveis em diversas áreas.
Principais
práticas adotadas pelas cidades sustentáveis
- Ações efetivas voltadas para a diminuição da emissão de gases do efeito
estufa, visando o combate ao aquecimento global.
-
Medidas que visam a manutenção dos bens naturais comuns.
-
Planejamento e qualidade nos serviços de transporte público, principalmente
utilizando fontes de energia limpa.
-
Incentivo e ações de planejamento para o uso de meios de transporte não
poluentes como, por exemplo, bicicletas.
-
Ações para melhorar a mobilidade urbana, diminuindo consideravelmente o
tráfego de veículos.
-
Promoção de justiça social.
-
Destino adequado para o lixo. Criação de sistemas eficientes voltados para a
reciclagem de lixo. Uso de sistema de aterro sanitário para o lixo que não é
reciclável.
-
Aplicação de programas educacionais voltados para o desenvolvimento
sustentável.
-
Investimentos em educação de qualidade.
-
Planejamento urbano eficiente, principalmente levando em consideração o longo
prazo.
-
Favorecimento de uma economia local dinâmica e sustentável.
-
Adoção de práticas voltadas para o consumo consciente da população.
-
Ações que visem o uso racional da água e seu reaproveitamento.
-
Práticas de programas que visem a melhoria da saúde da população.
-
Criação de espaços verdes (parques, praças) voltados para o lazer da
população.
-
Programas voltados para a arborização das ruas e espaços públicos.
Exemplos
de cidades com práticas sustentáveis no Brasil
-
João Pessoa - destaque na proteção de áreas ambientais.
-
Extrema - preservação de áreas protegidas e conservação das águas.
-
Curitiba - planejamento urbano voltado para a sustentabilidade.
-
Paragominas - combate ao desmatamento.
-
Santana do Paranaíba - cooperativa de catadores.
-
Londrina - eficiente programa de coleta seletiva do lixo.
Exemplos
de cidades com práticas sustentáveis no mundo
-
Barcelona (Espanha) - mobilidade urbana e grande uso de energia solar.
-
Copenhague (Dinamarca) - excelente na infraestrutura para o uso de bicicletas.
-
Freiburg (Alemanha) - programas eficientes voltados para o uso racional de
veículos automotores.
-
Amsterdã (Holanda) - mobilidade urbana.
-
Viena (Áustria) - prioridade para a compra de produtos ecológicos por parte da
prefeitura.
-
Zaragoza (Espanha) - sistema eficiente voltado para a economia de água.
-
Thisted (Dinamarca) - 100% de uso de energia sustentável.
Práticas Sustentáveis no Dia-a-Dia
Sustentabilidade é todo desenvolvimento que não prejudica nem compromete o futuro do planeta.
Passo 1
O que fazer: Para que a sustentabilidade aconteça é
necessário um conjunto de ações que abrangem aspectos econômicos,
sociais, culturais e ambientais.
Passo 2
O que fazer: Um empreendimento sustentável deve ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito.
Passo 3
O que fazer: Parece muito difícil, mas não é. Muitos países, empresas e pessoas já fizeram da sustentabilidade uma realidade.
Passo 4
O que fazer: Ações concretas de sustentabilidade podem começar em sua casa ou em qualquer outro lugar.
Passo 5
O que fazer: Você pode reciclar o lixo, economizar água e energia, consumir marcas e produtos que se preocupam com o meio ambiente.
Passo 6
O que fazer: Incentivar a preservação da natureza, sugerir mudanças pessoais a seus amigos e outra atitudes.
Passo 7
O que fazer: A sustentabilidade é possível e começa
com a decisão de amenizar nosso impacto ambiental e garantir a
qualidade de vida em nosso planeta.
Fonte:
Uso racional da água: o planeta e as gerações futuras agradecem!
IRRIGAÇÃO ALTERNATIVA, UMA ALTERNATIVA SOCIO-ECONOMICA PARA OS PRODUTORES DE MÉDIO E PEQUENO PORTE FORMAS DE IMPLANTAÇÃO NA AGROPECUÁRIA
IRRIGAÇÃO ALTERNATIVA, UMA ALTERNATIVA
SOCIO-ECONOMICA PARA OS PRODUTORES DE MÉDIO E PEQUENO PORTE FORMAS DE
IMPLANTAÇÃO NA AGROPECUÁRIA
Cleiton Paula da Silva[1]
Marcelo José Marchesini[2]
Paulo
Ricardo De Camargo[3]
Resumo:
No Brasil a irrigação das culturas vem sendo
utilizada cada vez mais, pois no período do ano em que a chuva fica mais
escassa a produção tende a baixar, e para que a produção de alimentos seja o
suficiente para poder suprir as necessidades da população faz-se então a
utilização da irrigação. Dentre os tipos de irrigação existentes vale ressaltar
o de gotejamento, que viabiliza a utilização de irrigação na agricultura
familiar.
Palavras-chave: irrigação,
propriedades familiares, alternativo.
Abstract:
In Brazil crop irrigation has been used increasingly
since the period of the year when rain is scarce production tends to decrease,
and that food production is enough to meet the needs of the population makes
then the use of irrigation. Among the types of existing irrigation is worth
mentioning the drip, which enables the use of irrigation in agriculture family.
Key words: irrigation,
family farms, alternative.
Apresentação
Na
atualidade umas das técnicas mais recomendas para ocorrer o êxito da
agropecuária denomina-se irrigação, haja vista a necessidade hídrica de cada
cultura para atingir um desenvolvimento vegetativo satisfatório. Segundo
PENTEADO (2010) as relações hídricas da planta, alcançam um ótimo
desenvolvimento quando há um bom suprimento de água durante toda sua fase
vegetativa da cultura e no período da florada, frutificação e pré-colheita,
principalmente quando ocorrem nos períodos de estiagem.
A irrigação suplementar é,
no entanto aconselhável apenas nas regiões com deficiência hídrica mais
acentuada, a fim de garantir umidade do solo de modo constante, evitando assim
qualquer período de seca em fases que antecedem e se da a colheita, ponto
considerado critico. PENTEADO 2010
A
irrigação deve ser usada somente em casos extremos de necessidade hídrica, ou
seja, no ultimo caso, segundo recomendações de agrônomos especializados no
assunto. Devido a nível virtuoso de doenças adquiridas pela Cultura que entra
em contato com a água e insetos que se desenvolvem em água.
A
irrigação garante a produção do produtor. (PENTEADO, 2010). A grande quantidade
de investimentos feita por um produtor, não pode ser perdida apenas por um
momento de estiagem, atualmente estes investimentos giram em torno de
maquinários agrícolas e Mão-de-obra, justificando a garantia de produção
utilizando a irrigação.
A
irrigação realmente consegue aumentar e/ou manter sua produção em tempos de
estiagem, mas um de seus problemas encontra-se no alto custo de implantação, o
que faz que esta técnica seja somente para produtores de grande poder
aquisitivo.
A
irrigação não deve ser considerada isoladamente, mas sim como parte de um
conjunto de técnicas utilizadas para garantir a produção econômica de
determinada cultura, com adequado manejo dos recursos naturais. BARROS, 2007.
Irrigação em pequenas propriedades
A irrigação é algo que está
presente na humanidade desde o Egito Antigo, com os canais de desvio da água do
Nilo para as áreas de cultivo a sua margem. E atualmente tem ganhado mais
importância com a demanda de aumento na produtividade das áreas agrícolas e
pecuárias, o que por consequência aumenta a renda das propriedades rurais nas
quais é utilizada .
Nos últimos anos, houve no Brasil
grande evolução nos conceitos da agricultura irrigada. Na visão inicial, a
irrigação era vista somente como aplicação de água e tinha como objetivo
principal “a luta contra a seca e, ou, a criação de condições de subsistência
para os produtores”. No novo conceito, a irrigação evoluiu da simples aplicação
de água às plantas para um importante instrumento no aumento da produção,
produtividade e rentabilidade, diminuição dos riscos de investimento (MANTOVANI
et al.,
2006). Desde modo a irrigação é de grande importância para o fortalecimento da
agricultura familiar.
O significativo crescimento da
agricultura irrigada no Brasil mostra a evolução de um simples conceito de
aplicação de água às plantas como um importante instrumento da produção,
produtividade, rentabilidade e diminuição dos riscos de investimento. (BARROS,
2007).
Atualmente
um tipo de irrigação que tem ganhado destaque é a irrigação de gotejamento, que
surge divergindo do sistema tradicional de irrigação, que devido ao alto custo
inviabiliza sua utilização em pequenas propriedades.
Esse sistema de irrigação possui
muitas vantagens quando comparado a um sistema tradicional de irrigação. Desde
que reduz o desperdício de água, por evaporação.É sistema de menor consumo de
energia e baixa quantidade de mão-de-obra. Mediante o fato de pequenas
propriedades possuírem pouca disponibilidade de recursos hídricos e capital
financeiro, um sistema de irrigação para possuir sucesso deve se tornar algo de
mais fácil aquisição, por parte dos produtores.
Considerações
Finais:
Por meio deste artigo pode-se observar que a irrigação em
pequenas propriedades tem grande importância, pois é o pequeno agricultor que
supre as necessidades do mercado interno quanto aos gêneros alimentícios. O que
contribui com redução no êxodo rural, este ultimo vem causando grandes
preocupações para o governo.
Referencias Bibliográficas:
PENTEADO, S. R. Manejo da Água e Irrigação Aproveitando a Água em Pequenas Propriedades, 2 ed. via orgânica 2010
Sistemas alternativos de irrigação para agricultura familiar disponível em: Acesso em novembro de 2012
Princípios de irrigação por gotejamento disponível em:,
acesso em novembro de 2012;
EFEITO DE DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE IRRIGAÇÃO SOB AS CULTURAS DE FEIJÃO (Phaseolus vulgaris L.) E MILHO (Zea mays L.) NA REGIÃO DE SANTIAGO, RS. Disponivel em: < http://w3.ufsm.br/ppgea/admin/dissertacoes/0905080955_Ana_Rita_Parizi.pdf>,
acesso em novembro de 2012.
[1] Aluno do IFRO- Campus Cacoal, do curso técnico em agroecologia integrado e
atualmente desenvolve pesquisa na área de física email:cleiton.paula@hotmail.com.
[2] Aluno do IFRO- Campus Cacoal, do curso técnico em agroecologia integrado e
atualmente desenvolve pesquisa na área de biologia email marcelomarchesini11@hotmail.com,
Marcelo.marchesini1@gmail.com
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