quinta-feira, 31 de janeiro de 2013 By: Unknown

Plantio direto agroecológico


Plantio Direto Agroecologico

De tanto conhecer na prática profissional as vantagens agronômicas das espécies leguminosas, que crescem rápido e produzem biomassa abundantemente, o pesquisador Otávio Lopes, da Embrapa Amazônia Oriental, desenvolveu um sistemade plantio direto sobre a palhada dessas plantas, capaz de proteger e recuperar o solo, ao mesmo tempo que pode garantir melhor qualidade de vida às populações que vivem do trabalho com a terra, aumentando a renda familiar e a produtividade das culturas, diminuindo custos com mão-de-obra e insumos. O sistema proposto é o Plantio Direto Agroecológico para a Agricultura Familiar sobre a palhada de leguminosas como o ingá e Acacia mangium, com rotaçãode culturas de subsistência.

De acordo com Otávio Lopes, essa é uma tecnologia sem precedentes, inovadora, “pois o sistemade plantio direto utilizado no Brasil costuma ser aplicado à agricultura empresarial e não à familiar”.  Por ser agroecológica, emprega soluções naturais sem a utilização (ou utilização mínima, quando indispensável) de insumos como mecanização agrícola em todas as fases dos sistemas deprodução, corretivos da acidez do solo, fertilizantes químicos, inseticidas, fungicidas e herbicidas.  “A produtividade aumenta graças ao efeito benéfico causado no solo pela matéria orgânica resultante da decomposição das palhadas”, explica o pesquisador, lembrando que a matéria orgânica deve ser considerada como prioridade no manejo de solos tropicais.

Além disso, o plantio direto é uma alternativa agroecológica de construção da fertilidade do solo que permite a imediata interrupção do sistema predatório de derruba-e-queima da mata virgem ou da capoeira (mata secundária), característico do cultivo na Região Amazônica. O sistema é adaptável a várias regiões brasileiras e, dependendo das condições de cada lugar, é possível utilizar outras espécies vegetais, diferentes de leguminosas, para formação de palhada.  “A possibilidade de reduzir o desmatamento e de recuperar áreas degradadas em diversos locais do Brasil agrega à tecnologia benefícios ambientais inestimáveis, reintegrando o solo ao processo produtivo, com base em novos indicadores de sustentabilidade agroecológica”, salienta o pesquisador.  E deixa um alerta: “é preciso muito cuidado na hora de cultivar a terra, para não agredir a matéria orgânica e degradar o solo, diminuindo a capacidade deste de produzir alimentos

Produção Orgânica de Citros no Rio Grande do Sul

Certificação de produtos orgânicos
3.1. Breve histórico
O desenvolvimento do mercado de orgânicos está diretamente relacionado à confiança dos consumidores quanto à autenticidade dos produtos, a qual somente pode ser assegurada por meio de programas eficientes de certificação. Além disso, a certificação é importante para a manutenção de padrões éticos do movimento orgânico, devendo estar desvinculada de interesses econômicos.
A Cooperativa Ecológica Coolméia, situada no Rio Grande do Sul, preocupada com a agricultura ecológica, defesa do ambiente e oferta de alimentos saudáveis, desde 1978 já demandava algum tipo de processo de certificação para garantir a qualidade dos produtos orgânicos comercializados. Em 1986, a Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (ABIO) estabeleceu as primeiras normas relativas ao credenciamento de propriedades certificadas. No início do século 21, surgiram as legislações brasileiras sobre o assunto, fundamentadas nas diretrizes do Codex Alimentarius para a produção orgânica e nos regulamentos adotados nos Estados Unidos, União Europeia e Japão (FELICONIO, 2002).
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3.2. Definição
A certificação consiste em um conjunto de regras e de procedimentos adotados por uma entidade certificadora auditora, que assegura por escrito que determinado produto, processo ou serviço obedece às normas e às práticas da produção orgânica. A certificação de produtos orgânicos é geralmente apresentada sob a forma de um selo afixado ou impresso no rótulo ou na embalagem do produto.
Segundo o IBD (2010), a certificação assegura ao produtor um diferencial de mercado para os seus produtos e ao consumidor a garantia da origem do produto, as boas práticas agrícolas adotadas no sistema produtivo e que o alimento está isento de contaminação química.
A certificação de produtos orgânicos exige uma série de cuidados, tais como: a desintoxicação do solo; o não uso de adubos químicos e agrotóxicos, a recomposição de matas ciliares; a preservação de espécies nativas e de mananciais; o respeito às normas sociais baseadas nos acordos internacionais do trabalho; e o envolvimento do produtor com projetos sociais e com a preservação do meio ambiente (IBD, 2010).
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3.3. Mecanismos de controle
Em função da diversidade da rede de produção orgânica brasileira, foram regulamentados três mecanismos de controle dos produtos orgânicos, quais sejam: a Certificação por Auditoria; os Sistemas Participativos de Garantia; e o Controle Social na Venda Direta (BRASIL, 2010). Embora todos esses mecanismos de controle devam integrar o Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, somente as modalidades de Certificação por Auditoria e os Sistemas Participativos de Garantia autorizam o uso do selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg).
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3.4. Credenciamento
A certificadora de produtos orgânicos deve ser credenciada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). Internacionalmente, um dos órgãos que credencia as certificadoras é a International Federation of Organic Agriculture Movements (IFOAM), que é uma federação que congrega os diversos movimentos relacionados à agricultura orgânica.

3.5. Certificadoras por Auditoria
A certificação de produtos orgânicos por auditoria pode ser feita por agências locais, internacionais ou por parcerias entre elas. Dentre as diversas certificadoras atuantes no Brasil, destacam-se, por motivos diversos, as nacionais Associação de Agricultura Orgânica de São Paulo (AAO), Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC), Associação dos Produtores de Agricultura Natural (APAN), Associação de Agricultura Orgânica (AAOCERT), Associação Orgânica de Santa Catarina, Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (ABIO), Associação de Certificação de Produtos Orgânicos do Espírito Santo (Chão Vivo), Certificadora Sapucaí, Certificadora Mokiti Okada (CMO), Instituto Brasileiro de Certificação Ética (IBCERT), IBD Certificações (IBD), Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR CERT) e a Minas Orgânica (MINAS). Dentre as internacionais, podem ser citadas a norte-americana Farmers Verified Organic (FVO), a francesa ECOCERT BRASIL, a alemã BCS Öko-Garantie GmbH, a holandesa Associação Skal Brasil Certificadora (SKAL), a suíça IMO Control do Brasil Ltda. e a argentina Organizacion Internacional Agropecuaria Brazil (OIA).

3.6. Atuação das certificadoras
Inicialmente, as agências certificadoras fornecem aos produtores informações sobre as diretrizes gerais e normas técnicas de produção estabelecidas pelo seu departamento técnico, em consonância com as legislações nacionais e internacionais sobre o assunto. De posse da descrição das práticas culturais, tecnologias e/ou insumos permitidos, dos proibidos ou dos de uso restrito, o produtor deve conduzir seu sistema de produção. Os padrões das certificadoras são periodicamente revisados, permitindo a adaptação a eventuais atualizações técnicas.
Para auxiliar os produtores, a certificadora pode indicar consultores para fornecer assistência técnica, que darão orientações quanto à produção e à comercialização dentro de seus padrões técnicos para a certificação.
O processo de fiscalização é feito por meio de visitas periódicas de inspeção, realizadas na unidade de produção agrícola, quando o produto é comercializado in natura, e, também, nas unidades de processamento, quando o produto é processado, e nos entrepostos, quando é comercializado.
As inspeções podem ser tanto programadas, avisando-se o produtor com antecedência, quanto aleatórias (sem o conhecimento prévio). O produtor deve apresentar um plano de produção para a certificadora e manter registros atualizados quanto à origem dos insumos adquiridos, sua aplicação e o volume utilizado. As instalações devem estar sempre disponíveis para vistoria e avaliação. Após a inspeção, é elaborado um relatório contendo possíveis irregularidades quanto às normas de produção estabelecidas. Os relatórios são encaminhados ao departamento técnico ou ao conselho de certificação da certificadora, que delibera sobre a concessão do certificado que habilita o produtor, processador ou distribuidor a ser incluído no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos e a utilizar o selo do SisOrg.
A certificação pode ser solicitada para áreas específicas ou para toda a propriedade.
Uma vez credenciada e acreditada, a propriedade pode gerar vários produtos certificados, que recebem o selo de qualidade, desde que observados os requisitos de qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e padrão de vida dos trabalhadores (IBD, 2010).
O custo do processo de certificação varia de acordo com os critérios de análise estabelecidos pela certificadora, levando-se em consideração os seguintes itens: taxa de filiação, tamanho da área a ser certificada, despesa com inspeção, elaboração de relatórios, análises laboratoriais de solo e da água, visitas de inspeção e o acompanhamento e a emissão do certificado.

3.7. Atribuições do MAPA
Além de credenciar as certificadoras, o MAPA é responsável pelo acompanhamento e pela fiscalização dos organismos de certificação, devendo nos casos de adulteração, falsificação, fraude e descumprimento da legislação tomar medidas de advertência, autuação, apreensão de produtos, retirada do cadastro dos agricultores autorizados a trabalhar com a venda direta e suspensão do credenciamento como organismo de avaliação. Também podem ser aplicadas multas, que variam entre R$ 100,00 e R$ 1 milhão (BRASIL, 2010).
O MAPA também pode delegar algumas funções a outras instituições, principalmente no que tange ao acompanhamento dos processos produtivos.

3.8. Sistemas Participativos de Garantia
Os Sistemas Participativos de Garantia realizam a certificação por meio de um sistema em rede e não unitário, como ocorre na Certificação por Auditoria. Caracterizam-se pela responsabilidade coletiva de seus membros, que podem ser produtores, consumidores e técnicos. Os métodos de geração de credibilidade são adequados às diferentes realidades sociais, culturais, políticas, territoriais, institucionais, organizacionais e econômicas do ambiente produtivo.
Há necessidade de os Sistemas Participativos de Garantia possuírem um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade, legalmente constituído e credenciado pelo MAPA, cuja responsabilidade é avaliar a conformidade orgânica dos produtos, incluir os produtores orgânicos no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos e autorizá-los a utilizar o selo do SisOrg (IBD, 2010).
A Rede Ecovida de Agroecologia (ECOVIDA) e a Cooperativa Ecológica Coolméia (COOLMÉIA) são as principais instituições a realizarem a certificação pelo mecanismo de Sistemas Participativos de Garantia no Sul do Brasil. Essas entidades também utilizam a certificação como uma proposta de desenvolvimento e de sustentabilidade para produzir um alimento de qualidade, respeitando a relação com a vida, com o solo vivo e com as dinâmicas do agroecossistema.
Nesse processo de certificação, ao se localizar um problema em algum ponto da cadeia produtiva (produção, processamento, comercialização ou consumo final do produto), todos os integrantes da corrente certificadora são chamados para discutir e encontrar uma solução para o problema (FELICONIO, 2002).
A certificação participativa apresenta custo menor que a certificação por garantia, possibilitando maior acesso aos pequenos produtores, contribuindo, dessa forma, para o desenvolvimento rural sustentável. Nesse caso, tem-se um ambiente de relações diretas e pessoais entre as pessoas comprometidas com a ideologia do sistema.
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3.9. Controle Social na Venda Direta
Por reconhecer a importância da relação de confiança estabelecida entre produtores e consumidores, a legislação brasileira abriu uma exceção na obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos que são vendidos diretamente aos consumidores, como em feiras e pequenos mercados locais. Para isso, os produtores têm que fazer parte de uma Organização de Controle Social cadastrada em órgãos fiscalizadores, dentre os quais o MAPA, que pode ser um grupo de agricultores familiares, associação, cooperativa ou consórcio, com ou sem personalidade jurídica (IBD, 2010). No entanto, deve ser assegurado aos consumidores e ao órgão fiscalizador a rastreabilidade dos produtos e o livre acesso aos locais de produção ou de processamento.
A Organização de Controle Social tem o papel de orientar os associados sobre a qualidade dos produtos orgânicos e, para que tenha credibilidade e seja reconhecida pela sociedade, precisa estabelecer uma relação de organização, comprometimento e confiança entre os participantes (IBD, 2010).
Por meio da Organização de Controle Social reduz-se significativamente o custo do processo de manutenção da confiabilidade dos produtos orgânicos, conferindo maior competitividade aos agricultores familiares que fazem uso desse sistema.
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3.10. Produtos cítricos certificados
Além de frutas frescas produzidas organicamente, podem ser certificados sucos, geleias, doces, pães, biscoitos, pratos prontos congelados, frutas desidratadas, óleos essenciais, vinhos, dentre outros produtos de citros.
No Rio Grande do Sul, a Cooperativa dos Citricultores Ecológicos do Vale do Caí (ECOCITRUS) produz frutas frescas e sucos de laranja e de tangerina certificados pelo IBD e pela ECOVIDA, enquanto a Associação Companheiros da Natureza produz frutas frescas certificadas pela ECOVIDA e sucos de laranja e de tangerina da marca Novo Citrus pela ECOCERT BRASIL.
3.11. Apontamentos finais
Independentemente do mecanismo de controle adotado, seja a certificação por auditoria ou a participativa ou, ainda, por controle social na venda direta, o importante é organizar a cadeia produtiva de produtos orgânicos, de forma a construir um mercado justo para produtores e consumidores, sempre com sustentabilidade ao meio ambiente.
Embrapa. Todos os direitos reservados, conforme Lei n° 9.610.

Plantio direto na palha


Cidades Sustentáveis

O que são
As cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no mundo que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas.
Principais práticas adotadas pelas cidades sustentáveis
- Ações efetivas voltadas para a diminuição da emissão de gases do efeito estufa, visando o combate ao aquecimento global. 
- Medidas que visam a manutenção dos bens naturais comuns.
- Planejamento e qualidade nos serviços de transporte público, principalmente utilizando fontes de energia limpa.
- Incentivo e ações de planejamento para o uso de meios de transporte não poluentes como, por exemplo, bicicletas.
- Ações para melhorar a mobilidade urbana, diminuindo consideravelmente o tráfego de veículos.
- Promoção de justiça social.
- Destino adequado para o lixo. Criação de sistemas eficientes voltados para a reciclagem de lixo. Uso de sistema de aterro sanitário para o lixo que não é reciclável.
- Aplicação de programas educacionais voltados para o desenvolvimento sustentável.
- Investimentos em educação de qualidade.
- Planejamento urbano eficiente, principalmente levando em consideração o longo prazo.
- Favorecimento de uma economia local dinâmica e sustentável.
- Adoção de práticas voltadas para o consumo consciente da população.
- Ações que visem o uso racional da água e seu reaproveitamento.
- Práticas de programas que visem a melhoria da saúde da população.
- Criação de espaços verdes (parques, praças) voltados para o lazer da população.
- Programas voltados para a arborização das ruas e espaços públicos.

Exemplos de cidades com práticas sustentáveis no Brasil
- João Pessoa - destaque na proteção de áreas ambientais.
- Extrema - preservação de áreas protegidas e conservação das águas.
- Curitiba - planejamento urbano voltado para a sustentabilidade.
- Paragominas - combate ao desmatamento.
- Santana do Paranaíba - cooperativa de catadores.
- Londrina - eficiente programa de coleta seletiva do lixo.

Exemplos de cidades com práticas sustentáveis no mundo
- Barcelona (Espanha) - mobilidade urbana e grande uso de energia solar.
- Copenhague (Dinamarca) - excelente na infraestrutura para o uso de bicicletas.
- Freiburg (Alemanha) -  programas eficientes voltados para o uso racional de veículos automotores.
- Amsterdã (Holanda) - mobilidade urbana.
- Viena (Áustria) - prioridade para a compra de produtos ecológicos por parte da prefeitura.
- Zaragoza (Espanha) - sistema eficiente voltado para a economia de água.
- Thisted (Dinamarca) - 100% de uso de energia sustentável.

Práticas Sustentáveis no Dia-a-Dia


Sustentabilidade é todo desenvolvimento que não prejudica nem compromete o futuro do planeta.
 
Passo 1
O que fazer: Para que a sustentabilidade aconteça é necessário um conjunto de ações que abrangem aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais.
 
Passo 2
O que fazer: Um empreendimento sustentável deve ser ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente aceito.


 
Passo 3
O que fazer: Parece muito difícil, mas não é. Muitos países, empresas e pessoas já fizeram da sustentabilidade uma realidade.


 
Passo 4
O que fazer: Ações concretas de sustentabilidade podem começar em sua casa ou em qualquer outro lugar.


 
Passo 5
O que fazer: Você pode reciclar o lixo, economizar água e energia, consumir marcas e produtos que se preocupam com o meio ambiente.


 
Passo 6
O que fazer: Incentivar a preservação da natureza, sugerir mudanças pessoais a seus amigos e outra atitudes.


 
Passo 7
O que fazer: A sustentabilidade é possível e começa com a decisão de amenizar nosso impacto ambiental e garantir a qualidade de vida em nosso planeta.


 
Fonte:
Uso racional da água: o planeta e as gerações futuras agradecem!

Compostagem caseira


Manejo Ecológico de insetos


Bases Agroecologicas para conversão a Agricultura orgânica


IRRIGAÇÃO ALTERNATIVA, UMA ALTERNATIVA SOCIO-ECONOMICA PARA OS PRODUTORES DE MÉDIO E PEQUENO PORTE FORMAS DE IMPLANTAÇÃO NA AGROPECUÁRIA

IRRIGAÇÃO ALTERNATIVA, UMA ALTERNATIVA SOCIO-ECONOMICA PARA OS PRODUTORES DE MÉDIO E PEQUENO PORTE FORMAS DE IMPLANTAÇÃO NA AGROPECUÁRIA
Cleiton Paula da Silva[1]
Marcelo José Marchesini[2]
            Paulo Ricardo De Camargo[3]
Resumo:
            No Brasil a irrigação das culturas vem sendo utilizada cada vez mais, pois no período do ano em que a chuva fica mais escassa a produção tende a baixar, e para que a produção de alimentos seja o suficiente para poder suprir as necessidades da população faz-se então a utilização da irrigação. Dentre os tipos de irrigação existentes vale ressaltar o de gotejamento, que viabiliza a utilização de irrigação na agricultura familiar.    
Palavras-chave: irrigação, propriedades familiares, alternativo.
Abstract:
            In Brazil crop irrigation has been used increasingly since the period of the year when rain is scarce production tends to decrease, and that food production is enough to meet the needs of the population makes then the use of irrigation. Among the types of existing irrigation is worth mentioning the drip, which enables the use of irrigation in agriculture family.

Key words: irrigation, family farms, alternative.
Apresentação
Na atualidade umas das técnicas mais recomendas para ocorrer o êxito da agropecuária denomina-se irrigação, haja vista a necessidade hídrica de cada cultura para atingir um desenvolvimento vegetativo satisfatório. Segundo PENTEADO (2010) as relações hídricas da planta, alcançam um ótimo desenvolvimento quando há um bom suprimento de água durante toda sua fase vegetativa da cultura e no período da florada, frutificação e pré-colheita, principalmente quando ocorrem nos períodos de estiagem.
A irrigação suplementar é, no entanto aconselhável apenas nas regiões com deficiência hídrica mais acentuada, a fim de garantir umidade do solo de modo constante, evitando assim qualquer período de seca em fases que antecedem e se da a colheita, ponto considerado critico. PENTEADO 2010
A irrigação deve ser usada somente em casos extremos de necessidade hídrica, ou seja, no ultimo caso, segundo recomendações de agrônomos especializados no assunto. Devido a nível virtuoso de doenças adquiridas pela Cultura que entra em contato com a água e insetos que se desenvolvem em água.
A irrigação garante a produção do produtor. (PENTEADO, 2010). A grande quantidade de investimentos feita por um produtor, não pode ser perdida apenas por um momento de estiagem, atualmente estes investimentos giram em torno de maquinários agrícolas e Mão-de-obra, justificando a garantia de produção utilizando a irrigação.
A irrigação realmente consegue aumentar e/ou manter sua produção em tempos de estiagem, mas um de seus problemas encontra-se no alto custo de implantação, o que faz que esta técnica seja somente para produtores de grande poder aquisitivo.
         
A irrigação não deve ser considerada isoladamente, mas sim como parte de um conjunto de técnicas utilizadas para garantir a produção econômica de determinada cultura, com adequado manejo dos recursos naturais. BARROS, 2007.
Irrigação em pequenas propriedades
             A irrigação é algo que está presente na humanidade desde o Egito Antigo, com os canais de desvio da água do Nilo para as áreas de cultivo a sua margem. E atualmente tem ganhado mais importância com a demanda de aumento na produtividade das áreas agrícolas e pecuárias, o que por consequência aumenta a renda das propriedades rurais nas quais é utilizada .
            Nos últimos anos, houve no Brasil grande evolução nos conceitos da agricultura irrigada. Na visão inicial, a irrigação era vista somente como aplicação de água e tinha como objetivo principal “a luta contra a seca e, ou, a criação de condições de subsistência para os produtores”. No novo conceito, a irrigação evoluiu da simples aplicação de água às plantas para um importante instrumento no aumento da produção, produtividade e rentabilidade, diminuição dos riscos de investimento (MANTOVANI et al., 2006). Desde modo a irrigação é de grande importância para o fortalecimento da agricultura familiar.
            O significativo crescimento da agricultura irrigada no Brasil mostra a evolução de um simples conceito de aplicação de água às plantas como um importante instrumento da produção, produtividade, rentabilidade e diminuição dos riscos de investimento. (BARROS, 2007).
Atualmente um tipo de irrigação que tem ganhado destaque é a irrigação de gotejamento, que surge divergindo do sistema tradicional de irrigação, que devido ao alto custo inviabiliza sua utilização em pequenas propriedades.
            Esse sistema de irrigação possui muitas vantagens quando comparado a um sistema tradicional de irrigação. Desde que reduz o desperdício de água, por evaporação.É sistema de menor consumo de energia e baixa quantidade de mão-de-obra. Mediante o fato de pequenas propriedades possuírem pouca disponibilidade de recursos hídricos e capital financeiro, um sistema de irrigação para possuir sucesso deve se tornar algo de mais fácil aquisição, por parte dos produtores. 

Considerações Finais:
         
        Por meio deste artigo pode-se observar que a irrigação em pequenas propriedades tem grande importância, pois é o pequeno agricultor que supre as necessidades do mercado interno quanto aos gêneros alimentícios. O que contribui com redução no êxodo rural, este ultimo vem causando grandes preocupações para o governo.
Referencias Bibliográficas:
PENTEADO, S. R. Manejo da Água e Irrigação Aproveitando a Água em Pequenas Propriedades, 2 ed. via orgânica 2010

Sistemas alternativos de irrigação para agricultura familiar disponível em:  Acesso em novembro de 2012

Princípios de irrigação por gotejamento disponível em:, acesso em novembro de 2012;
EFEITO DE DIFERENTES ESTRATÉGIAS DE IRRIGAÇÃO SOB AS CULTURAS DE FEIJÃO (Phaseolus vulgaris L.) E MILHO (Zea mays L.) NA REGIÃO DE SANTIAGO, RS. Disponivel em: < http://w3.ufsm.br/ppgea/admin/dissertacoes/0905080955_Ana_Rita_Parizi.pdf>, acesso em novembro de 2012.


[1]  Aluno do IFRO- Campus Cacoal, do curso técnico em agroecologia integrado e atualmente desenvolve pesquisa na área de física email:cleiton.paula@hotmail.com.
[2]  Aluno do IFRO- Campus Cacoal, do curso técnico em agroecologia integrado e atualmente desenvolve pesquisa na área de biologia email marcelomarchesini11@hotmail.com, Marcelo.marchesini1@gmail.com
[3] Aluno do IFRO- Campus Cacoal, do curso técnico em agroecologia integrado e atualmente desenvolve pesquisa na área de pastagens email:paulo.ifro@gmail.com,paulo-159@live.com