terça-feira, 31 de dezembro de 2013 By: Unknown

Manejo homeopático para gado de leite



No sistema de criação da vaca leiteira, problemas como carrapato, mosca de chifre, verminose e mastite são dificuldades enfrentadas pelo produtor que inviabilizam a criação e faz o produtor produzir sempre no "vermelho". A homeopatia é, hoje, capaz de resolver estes problemas.


O desconhecimento desta medicina gera preconceitos tais como: a Homeopatia é lenta; que seu uso é indicado em doenças crônicas ou doenças sem grandes comprometimento físico, que desta forma não promovam risco de vida ao animal.

Países desenvolvidos como a França, Inglaterra, Alemanha e Bélgica possuem a Homeopatia em importante projeção e crescimento. É agora o momento do Brasil! O pecuarista brasileiro deve, com extrema urgência, adequar-se, pois o Brasil possui o maior rebanho comercial de bovinos do mundo.

No mundo todo, existe um grande apelo pela preservação ambiental, aliado a uma consciência crescente da população sobre os malefícios que uma alimentação com resíduos tóxicos ocasiona em sua saúde.

O Mercado Comum Europeu e o Japão são duas potências econômicas ávidas por consumir carne e leite sem resíduos de agrotóxicos e ou antibióticos. O país necessita preparação para a grande oportunidade de produzir, consumir e de exportar sanidade, o que vem sendo pretendido por outros países, conforme informes recentes.

A Homeopatia é a única medicina capaz de produzir o "leite orgânico", segundo a "Instrução Normativa do Ministério da Agricultura" nº 7, de 17 de maio de 1999, que dispõe sobre normas para a produção de produtos orgânicos vegetais e animais, preconiza o uso da Homeopatia na produção animal sem quaisquer restrições.

O grande impecílio sempre foi decorrente da falta do controle de insetos com medicamentos dinamizados. Hoje, apenas no Brasil este controle é viável, através do medicamento homeopático. Este manejo abrange os principais ecto e endoparasitos que afligem a pecuária, pois este projeto tem a ambição de além de ser mais eficiente que o modelo tradicional, não promover resíduos tóxicos e ter um custo menor. Esta formulação, aliada aos medicamentos para bovinocultura de leite, encerram o ciclo da pecuária saudável.

Outra vantagem do uso da Homeopatia, é que seu uso na propriedade que se propõe à produção orgânica, facilita a conversão da produção convencional para produção orgânica.

O Manejo Homeopático de Gado de Leite pode ser associado ao manejo convencional, de forma que a produção de leite e derivados seja LIVRE DE RESÍDUOS assim como produzindo leite e derivados com maior qualidade em virtude da ausência dos produtos químicos e da PRODUÇÃO LÁCTEA EM PLENA CONDIÇÃO FISIOLÓGICA DA GLÂNDULA MAMÁRIA.


Leia mais: http://www.cpt.com.br/cursos-bovinos-gadodeleite/artigos/manejo-homeopatico-para-gado-de-leite#ixzz2pAlh5XVZ

Manejo de água no país é crítico, afirmam pesquisadores

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – A gestão de recursos hídricos no Brasil representa um problema crítico, devido à falta de mecanismos, tecnologias e, sobretudo, de recursos humanos suficientes para gerir de forma adequada as bacias hidrográficas do país. A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do “Seminário sobre Recursos Hídricos e Agricultura”, realizado no dia 2 de outubro, na FAPESP.
O evento integrou as atividades do 58º Prêmio Fundação Bunge e do 34º Prêmio Fundação Bunge Juventude que, neste ano, contemplaram as áreas de Recursos Hídricos e Agricultura e Crítica Literária. Na área de Recursos Hídricos e Agricultura os prêmios foram outorgados, respectivamente, aos professores Klaus Reichardt, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), da Universidade de São Paulo (USP), e Samuel Beskow, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
“O Brasil tem problemas de gestão de recursos hídricos porque não há mecanismos, instrumentos, tecnologias e, acima de tudo, recursos humanos suficientemente treinados e com bagagem interdisciplinar para enfrentar e solucionar os problemas de manejo da água”, disse José Galizia Tundisi, pesquisador do Instituto Internacional de Ecologia (IIE), convidado a participar do evento.
“É preciso gerar métodos, conceitos e mecanismos aplicáveis às condições do país”, avaliou o pesquisador, que atualmente dirige o programa mundial de formação de gestores de recursos hídricos da Rede Global de Academias de Ciências (IAP, na sigla em inglês) – instituição que representa mais de cem academias de ciências no mundo.
De acordo com Tundisi, as bacias hidrográficas foram adotadas como unidades prioritárias de gerenciamento do uso da água pela Política Nacional de Recursos Hídricos, sancionada em 1997. Todas as bacias hidrográficas do país, contudo, carecem de instrumentos que possibilitem uma gestão adequada, apontou o pesquisador.
“É muito difícil encontrar um comitê de bacia hidrográfica [colegiado composto por representantes da sociedade civil e responsável pela gestão de recursos hídricos de uma determinada bacia] que esteja totalmente instrumentalizado em termos de técnicas e de programas para melhorar o desempenho do gerenciamento de uso da água”, afirmou.
Modelagem hidrológica
Segundo Tundisi, alguns dos instrumentos que podem facilitar a gestão e a tomada de decisões em relação ao manejo da água de bacias hidrográficas brasileiras são modelos computacionais de simulação do comportamento de bacias hidrográficas, como o desenvolvido por Beskow, professor do Departamento de Engenharia Hídrica da UFPel, ganhador da atual edição do Prêmio Fundação Bunge Juventude na área de Recursos Hídricos e Agricultura.
Batizado de Lavras Simulation of Hidrology (Lash), o modelo hidrológico foi desenvolvido por Beskow durante seu doutorado, realizado na Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, com um período na Purdue University, dos Estados Unidos.
“Há vários modelos hidrológicos desenvolvidos em diferentes partes do mundo – especialmente nos Estados Unidos e Europa –, que são ferramentas valiosíssimas para gestão e tomada de decisões relacionadas a bacias hidrográficas”, disse Beskow.
“Esses modelos hidrológicos são úteis tanto para projetar estruturas hidráulicas – pontes ou reservatórios –, como para fazer previsões em tempo real de cheias e enchentes, como para medir os impactos de ações do tipo desmatamento ou mudanças no uso do solo de áreas no entorno de bacias hidrográficas”, afirmou.
De acordo com o pesquisador, a primeira versão do Lash foi concluída em 2009 e aplicada em pesquisas sobre modelagem de chuva e vazão de água para avaliação do potencial de geração de energia elétrica em bacias hidrográficas de porte pequeno, como a do Ribeirão Jaguará, em Minas Gerais, que possui 32 quilômetros quadrados.
Em razão dos resultados animadores obtidos, o pesquisador começou a desenvolver, a partir de 2011, a segunda versão do modelo de simulação hidrológica, que pretende disponibilizar para os gestores de bacias hidrográficas de diferentes dimensões.
“O modelo conta agora com um banco de dados por meio do qual os usuários conseguem importar e armazenar dados de chuva, temperatura e umidade e uso do solo, entre outros parâmetros, gerados em diferentes estações da rede de monitoramento de uma determinada bacia geográfica e, que permitem realizar a gestão de recursos hídricos”, contou.
Uma das principais motivações para o desenvolvimento de modelos e de simulação hidrológica no Brasil, segundo o pesquisador, é a falta de dados fluviométricos (de medição de níveis de água, velocidade e vazão nos rios) das bacias hidrológicas existentes no país.
É baixo o número de estações fluviométricas cadastradas no Sistema de Informações Hidrológicas (HidroWeb), operado pela Agência Nacional de Águas (ANA), e muitas delas estão fora de operação, afirmou Beskow.
“Existem pouco mais de cem estações fluviométricas no Rio Grande do Sul cadastradas nesse sistema, que nos permitem obter dados de séries temporais de até dez anos”, disse o pesquisador. “Esse número de estações é muito baixo para fazer a gestão de recursos hídricos de um estado como o Rio Grande do Sul.”
Uso racional da água
Beskow e Klaus Reichardt – que também é professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) – destacaram a necessidade de desenvolver tecnologias para usar a água de maneira cada vez mais racional na agricultura, uma vez que o setor consome a maior parte da água doce prontamente disponível no mundo hoje.
Do total de 70% da água encontrada na Terra, 97,5% é salgada e 2,5% é doce. Desse percentual ínfimo de água doce, no entanto, 69% estão estocados em geleiras e neves eternas, 29,8% em aquíferos e 0,9% em reservatórios. Do 0,3% prontamente disponível, 65% são utilizados pela agricultura, 22% pelas indústrias, 7% para consumo humano e 6% são perdidos, ressaltou Reichardt.
“No Brasil, temos a Amazônia e o aquífero Guarani que poderão ser explorados”, afirmou o pesquisador que teve projetos apoiados pela FAPESP.
Reichardt ganhou o prêmio por sua contribuição em Física de Solos ao estudar e desenvolver formas de calcular o movimento de água em solos arenosos ou argilosos, entre outros, que apresentam variações. “Isso foi aplicado em vários tipos de solo com condutividade hidráulica saturada em função da umidade, por exemplo”, contou.
O pesquisador vem se dedicando nos últimos anos a realizar, em colaboração com colegas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tomografia computadorizada para medida de água no solo. “Por meio dessa técnica conseguimos desvendar fenômenos muito interessantes que ocorrem no solo”, disse Reichardt.
Custo da inanição
O evento contou com a presença de Eduardo Moacyr Krieger e Carlos Henrique de Brito Cruz, respectivamente vice-presidente e diretor científico da FAPESP; Jacques Marcovitch, presidente da Fundação Bunge; Ardaillon Simões, presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), e José Antônio Frizzone, professor da Esalq, entre outras autoridades.
Em seu pronunciamento, Krieger apontou que a Fundação Bunge e a FAPESP têm muitas características em comum. “Ao premiar anualmente os melhores pesquisadores em determinadas áreas, a Fundação Bunge revela seu cuidado com o mérito científico e a qualidade das pesquisas”, disse Krieger.
“A FAPESP, de certa forma, também faz isso ao ‘premiar’ os pesquisadores por meio de Bolsas, Auxílios e outras modalidades de apoio, levando em conta a qualidade da pesquisa realizada.”
Brito Cruz ressaltou que o prêmio concedido pela Fundação Bunge ajuda a criar no Brasil a possibilidade de pesquisadores se destacarem na sociedade brasileira por sua capacidade e realizações intelectuais.
“Isso é essencial para se construir um país que seja dono de seu destino, capaz de criar seu futuro e enfrentar novos desafios de qualquer natureza”, disse Brito Cruz. “Um país só consegue avançar tendo pessoas com capacidade intelectual para entender os problemas e criar soluções para resolvê-los.”
Por sua vez, Marcovitch avaliou que o problema da gestão do uso da água no país pode ser enfrentado de duas formas. A primeira parte da premissa de que o país está deitado em berço esplêndido, tem recursos naturais abundantes e, portanto, não precisaria se preocupar com o problema. A segunda alerta para as consequências da inação em relação à necessidade de se fazer gestão adequada dos recursos hídricos do país, como Tundisi vem fazendo, para estimular pesquisadores como Beskow e Reichardt a encontrar respostas.
“[Nós, pesquisadores,] temos a responsabilidade de elevar a consciência da sociedade sobre os riscos e o custo da inação em relação à gestão dos recursos hídricos do país”, disse. 

URINA de Vaca para Repelente de Insetos ou fertilizante


 

Por possuir vários nutrientes, a urina é útil como fertilizante e, por causa do cheiro forte, atua como replente de insetos. Como fertilizante a urina precisa ser diluída 1% (1 litro de urina para 100 litrosde água) e fazer pulverizações semanais em hortaliças ou a cada 15 dias em frutíferas. Ou, ainda, no solo, junto ao pé da planta, diluída a 5% (5 litros de urina para 100 litros de água). A urina deve ser recolhida em um balde e guardada por três dias em um vasilhame fechado antes de ser usada. Pode ser guardada um ano em vasilhame fechado. 


Urina de vaca distribuída como brinde

Brasília, 16 (Agência Brasil - ABr) - Um dentre os vários brindes distribuídos na exposição Ciência para a Vida, promovida pela Embrapa, despertou a curiosidade dos visitantes, a urina de vaca. Pode parecer estranho presentear as pessoas com um frasco contendo urina animal, mas essa foi a forma encontrada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) para divulgar as pesquisas efetuadas na instituição
para o aproveitamento da urina de vaca como fungicida e na produção de plantas mais resistentes.
Segundo os pesquisadores, a urina é um substituto natural aos agrotóxicos e adubos químicos utilizados na agricultura. Ela é composta por substâncias que, reunidas, melhoram a saúde das plantas, tornando-as mais resistentes às pragas e doenças. A urina é rica em potássio e em priocatecol, um aminoácido que fortalece os vegetais. Em sua composição também são encontrados cloro, enxofre, nitrogênio, sódio, fenóis e ácido indolacético.
Na Estação Experimental de Itaocara, Rio de Janeiro, onde os experimentos estão centralizados sob a coordenação de Ricardo Gadelha, a urina foi utilizada, inicialmente, para combater a fusariose, doença que ataca as plantações de abacaxi e que pode provocar perda de até 40% para os produtores. Com o avanço dos testes, verificou-se que o produto evitava outras doenças provocadas por fungos em culturas diversas. Já foram realizados estudos que revelaram aumento de produção no cultivo de frutas,
legumes, hortaliças e também plantas ornamentais.
Para cada cultura, há uma dosagem específica da mistura. Nelcyr Guimarães, um dos pesquisadores da Pesagro envolvidos no trabalho, explica que dosagens de urina maiores que as indicadas podem causar danos às plantas. Em culturas de legumes como quiabo, jiló e berinjela, o litro de urina deve ser diluído em 100 litros de água e pulverizado sobre a plantação uma vez a cada quinze dias. Para as frutas o procedimento é diferente. No abacaxi, por exemplo, pulveriza-se a mistura com a mesma dosagem uma vez por mês, durante os primeiros quatro meses. Depois, aumenta-se a quantidade de urina para 2,5
litros para cada 100 litros de água, continuando a aplicação mensal. O procedimento deve ser suspenso dois meses antes da indução da floração, retornando a partir do vermelhamento do fruto.
A idéia de se aproveitar a urina de vaca surgiu a partir de reivindicações de pequenos produtores rurais fluminenses, para que a Pesagro desenvolvesse ações que aumentassem a produção com redução do uso de agrotóxicos. A urina de vaca resolve as duas questões, inibindo o uso de defensivos químicos e aumentando o número de brotações, de folhas e de frutos. Sendo um produto natural, não causa riscos à saúde do produtor e do consumidor. Outra vantagem apontada por Guimarães é o atraso na maturação dos frutos tratados com a mistura. "Chegando ao mercado na entressafra, esses produtos gerarão
mais lucro a seus produtores", diz o pesquisador.
A urina já é usada, com resultados satisfatórios, por produtores rurais do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Quando fala das pesquisas para os visitantes da exposição, Guimarães costuma brincar dizendo que o mais difícil de tudo é fazer a vaca urinar dentro do recipiente. Brincadeiras à parte, o procedimento de coleta do material é simples e deve ser feito na hora de tirar o leite. Ele explica que é normal o animal urinar
quanto tem as pernas amarradas para a ordenha, sendo esse o momento ideal de coleta. O líquido deve descansar por três dias, estando bom para manipulação após esse período. A validade do produto é de dois anos. (Hebert França).

Fonte: Pesagro - RJ


URINA DE VACA
Em tempos de vacas magras, nem a urina da vaca escapa.
Já faz algum tempo que pesquisadores muito sérios da Embrapa do Rio de Janeiro vêm pesquisando os efeitos da urina de vaca sobre diversas culturas com resultados muito positivos.
Tivemos a oportunidade de ver inclusive um trabalho que induzia a resistência de plantas cítricas ao ataque de gomose.
Embora não tenhamos testado no Estado de São Paulo, vamos deixar as bases para a abertura da mente de nossos leitores.

URINA DE VACA Defensivo e fertilizante
Pesquisa comprova que uso do produto melhora desempenho e aumenta resistência das plantas a pragas e doenças.

Paulo Lício
Há um adágio popular que diz que do boi se aproveita até o berro. Isso não está longe de acontecer. De fato, é grande a utilização de todas as partes dos bovinos (carne, couro, ossos, gordura, vísceras e chifres), bem como daquilo que eles produzem em vida (esterco e leite). O mesmo ocorre com a urina que, se usada corretamente, funciona como defensivo natural e como fertilizante para as plantas, conforme indicam os experimentos realizados com esse objetivo.

Os estudos mais recentes vêm sendo conduzidos pelos pesquisadores Ricardo Sérgio Sarmento Gadelha e Regina Célia Alves Celestino, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), que intensificaram as investigações sobre o uso do produto em hortaliças e fruteiras, com resultados positivos. Também testam sua eficácia em lavouras de grãos. Tanto que elaboraram cartilha na qual mostram as vantagens do produto e as formas corretas de utilização.

De acordo com Ricardo Gadelha, quando pulverizadas com solução de urina de vaca e água, as plantas ficam mais saudáveis e mais resistentes às pragas e doenças. As principais substâncias encontradas na urina de vaca são nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, manganês, boro, cobre, zinco, sódio, cloro, cobalto, molibdênio, alumínio, além de fenóis (que aumentam a resistência das plantas) e ácido indolacético (hormônio natural de crescimento). Isso significa que o líquido reúne praticamente todos os macro e micronutrientes necessários às plantas.

Como utilizar
A correta utilização da urina de vaca começa no processo de coleta. Isso deve ser feito na hora da retirada do leite, momento em que a vaca geralmente urina. O líquido deve ser coletado em um balde comum e depois engarrafado em recipientes plásticos com tampa (garrafas pet podem ser usadas), onde fica em descanso por pelo menos três dias antes da aplicação, conforme recomenda o técnico. Além disso, em embalagens fechadas, a urina pode ser guardada por até um ano sem perder a ação.
O produto deve ser diluído em água, na proporção correta para cada cultura, já que o uso em excesso pode causar dano às plantas. Para hortaliças como quiabo, jiló e beringela, recomenda-se misturar 1 litro de urina em 100 litros de água, pulverizando as plantas de 15 em 15 dias; para tomate, pimentão, pepino, vagem, alface e couve, bons resultados foram obtidos com mistura de meio litro de urina em 100 litros de água, com pulverizações semanais.
Experimentos ainda são realizados no caso de fruteiras como maracujá, coco, acerola, limão, laranja, tangerina, banana, pinha, manga, jabuticaba e goiaba. Mas os pesquisadores já oferecem algumas indicações ideais. No caso do abacaxizeiro, pulverizar com mistura de 1 litro de urina e 100 litros de água nos primeiros quatro meses, uma vez por mês. A partir daí, usar 2,5 litros de urina em 100 litros de água, também com pulverizações mensais. Mas há uma recomendação: deve-se suspender o uso dois meses antes da indução da floração, retornando após e emissão dos frutos.

A urina de vaca pode ser aplicada também no solo. Os técnicos da Pesagro-Rio recomendam misturar 5 litros de urina de vaca em 100 litros de água e aplicar no solo, ao redor do caule, na proporção de meio litro da mistura por planta pequena, 1 litro por planta média e 2 litros por planta grande. A aplicação deve ser repetida a cada três meses. No caso do maracujá, a quantidade de mistura indicada é de meio litro por planta.

Ricardo Gadelha informa que o produto pode ser usado também em lavouras de café e em plantas ornamentais. No primeiro caso, recomenda-se diluir 1 litro de urina em 100 litros de água e aplicar em intervalos mensais, molhando toda a planta. Já para ornamentais, deve-se diluir 5 mililitros de urina de vaca em um litro de água e aplicar de 50 a 100 mililitros na terra, de 30 em 30 dias. Quanto ao uso em lavouras (soja, milho, arroz, algodão), os testes ainda estão em andamento.

VANTAGENS
Uso correto faz da urina de vaca bom produto natural:
- Diminui a necessidade de agrotóxicos e adubos químicos;
- Reduz os custos de produção, já que é facilmente obtida;
- Nutre as plantas, aumentando o número de brotações, de folhas, de flores e a produção;
- Não causa risco à saúde do produtor e do consumidor, nem danos ao meio ambiente;
- Está pronta para utilização, bastando apenas acrescentar água;
- É indicada para quase todas as culturas, com efeito rápido e eficiente;
Fonte: Suplemento do Campo do Jornal O Popular, em 17 de julho de 2004 


fonte:http://comunidades.mda.gov.br/dotlrn/clubs/redestematicasdeater/agroecologia/contents/photoflow-view/content-view?object_id=899398

Histórico da Irrigação no Brasil


   A Irrigação no Brasil foi desenvolvida por meio do uso de diferentes modelos. O envolvimento público na irrigação é relativamente novo, enquanto o investimento privado tem sido tradicionalmente responsável pelo desenvolvimento da irrigação.

RESIDUOS SÓLIDOS: TRATAMENTO DADO NO ÂMBITO DO MUNÍCIPIO DE CACOAL

RESIDUOS SÓLIDOS: TRATAMENTO DADO NO ÂMBITO DO MUNÍCIPIO DE CACOAL
H. S. Inácio1, C. B. de Almeida2, E. H. Souza3, P. R. de Camargo4
¹Acadêmico em Direito e em Gestão Ambiental. Téc. em Agropecuária no Campus Cacoal - IFRO. E-mail: heder.inacio@ifro.edu.br; 2Acadêmico em Gestão Ambiental. Téc. em Agropecuária no Campus Cacoal - IFRO. E-mail: cesarboscato@gmail.com; 3Formada em Letras com Habilitação em Português-Inglês. Especialista em Didática do Ensino Superior. Professora efetiva no Campus Cacoal - IFRO. Email: elisangela.hanysz@ifro.edu.br; 4Aluno do curso Técnico em Agroecologia do IFRO- Campus Cacoal. E-mail: paulo.ifro@gmail.com.

Artigo submetido em agosto/2013 e aceito em outubro/2013

RESUMO


O presente trabalho objetiva avaliar e expor a realidade do município de Cacoal relacionado à administração de recursos naturais, e o tratamento dado aos resíduos sólidos. Este estudo foi desenvolvido a partir de pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, por meio de visitas aos aterros sanitários, às cooperativas de catadores e à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA); as entrevistas tiveram período pré-estabelecido, a fim de observar descritivamente a realidade dos resíduos sólidos na cidade, bem como a destinação destes. A produção total de lixo é de 60 t/dia, desses, 16% é de material reciclado e 84% de material orgânico (SEMMA, 2013). A cidade de Cacoal tem se destacado no Estado de Rondônia no que se refere à destinação de resíduos sólidos. Entretanto, é necessário contribuir mais para a preservação do Meio Ambiente.



PALAVRAS-CHAVE: Resíduos sólidos, Aterro sanitário, Cooperativas, Reciclagem.




SOLID WASTE: TREATMENT GIVEN IN THE MUNICIPALITY OF CACOAL


ABSTRACT



This study aims to evaluate and show the reality in the city of Cacoal related to natural resource management and processing of solid waste. This study was developed from bibliographical research and field survey through visiting to landfills, recycled cooperatives and Municipal Environment (SEMMAC-CACOAL/RO). The interviews have had a pre-established time to describe the reality of solid waste in the city, as well as the allocation of these. The total waste is 60 T/day, of these 16% is recycled and 84% is organic material (SEMMA, 2013). The city of Cacoal has excelled in the State of Rondônia in relation to disposal of solid waste. However, it’s necessary to contribute more to the preservation of the environment.




KEY-WORDS: Solid wastes, Landfills, Cooperatives, Recycling.


RESIDUOS SÓLIDOS: TRATAMENTO DADO NO ÂMBITO DO MUNICIPIO DE CACOAL


1 - INTRODUÇÃO


Sendo que a cidade progressista, e que segue o padrão e os moldes das cidades do Brasil e do mundo, que preconiza o crescimento sobre o meio que o circunda, no que tange a uma não observância de análise crítica do meio ambiente como fonte de vida, mas apenas de recursos a ser explorado como fonte infinita, é que o presente trabalho apresenta-se para analisar descritivamente a realidade da cidade de Cacoal, relacionado a esta administração de recursos naturais, e o tratamento dado aos resíduos sólidos.
A partir de pesquisa bibliográfica, pesquisa de campo, por meio de visitas ao aterro sanitário e a cooperativa de catadores, em período pré-estabelecido, compreendido de 11 de abril a 09 de maio de 2013, é que se segue a descrição desta realidade.
O município de Cacoal surgiu às margens da BR 364 [...] sua história está vinculada ao processo de expansão de fronteira agrícola nacional, culminando com a convergência de fluxo migratório para a região Norte e para o Estado de Rondônia (VIEIRA, 2012). A cidade tem uma população total de 78.574 habitantes, segundo censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Recentemente o município sofreu fortes mudanças na sua formação, fazendo com que a seu Produto Interno Bruto (PIB) migrasse da agricultura, que “nos anos 80 era o grande propulsor” (OLIVEIRA – 2009) para os serviços. Já a indústria emerge, formando um novo núcleo econômico promissor no setor primário, conforme observa-se no gráfico 1, que segue abaixo.

Figura 1. Produto Interno Bruto de Cacoal/IBGE/ 2010.
Já “o clima predominante no estado é equatorial quente e úmido”, de acordo com o geógrafo brasileiro Jurandir Ross (1990). Sua hidrografia é pertencente à bacia do Rio Machado, este que perpassa e cruza todo o território do estado, sendo considerado o único com nascente (região norte de Vilhena) e deságua no rio Madeira (região de Porto Velho, capital do estado), sendo este último também dentro do território rondoniense.
            Cacoal pertence ao Bioma Amazônico, contudo é considerado como área de transição entre o ecossistema amazônico e o cerrado mato grossense (ROSS-1990).


2 – DESENVOLVIMENTO


2.1 Localização do município


Cacoal está localizada na porção Centro-Leste do Estado, na microrregião de Cacoal e na mesorregião do Leste Rondoniense (CACOAL-2013).
Localizada na região central do estado, ela tem

uma latitude 11º26’19” sul, e a uma longitude 61º26’50” oeste, estando a uma altitude de 200 metros. Possui uma área de 3.793 km² representando 1,6% do Estado. Seu território tem como limite as cidades de Presidente Médici ao noroeste, Espigão d'Oeste ao leste, Castanheiras e Ministro Andreazza ao oeste, Pimenta Bueno ao sudoeste e Rolim de Moura ao sul. (CACOAL-2013).


2.2 Explanação das políticas públicas de resíduos sólidos no âmbito do município de Cacoal


Embora o município de Cacoal tenha um contingente populacional pequeno se comparado aos grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro, ela encontra-se em quinta colocada na posição de maior densidade demográfica em Rondônia (IBGE-2010). Essa densidade implica algumas repercussões no meio ambiental.
Na pesquisa de campo junto a órgãos públicos como Secretária Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), constatou-se que na cidade de Cacoal não há um estudo voltado para a quantificação de lixo produzido pela população, contudo, há a “estimativa” de que são produzidas sessenta (60) toneladas por dia, sendo dezesseis por cento (16%) de material reciclado e oitenta e quatro por cento (84%) de material orgânico.
            Na cidade não há uma lei que estabeleça a coleta seletiva do lixo, contudo há um projeto-lei intitulado de “Política Municipal de Resíduos Sólidos” que trata sobre a matéria abordada. Embora não haja previsão legal sobre a coleta seletiva no município e distritos (Riozinho e Divinópolis), que têm em média vinte e duas mil (22.000) casas, ela é realizada, totalizando quarenta (40) bairros registrados atualmente.
            Há ainda o CONSELHO MUNICIPAL DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE – COMDEMA, composto por vinte membros fixos e vinte suplentes. A lei que criou o conselho é a 3.041/PMC/2012. O COMDEMA faz reuniões ordinárias todas às primeiras segundas – feiras de cada mês, sendo presidido por um engenheiro agrônomo.

2.3 Coleta seletiva no âmbito de Cacoal


“A coleta é executada por catadores, com o apoio do município, de uma cooperativa ainda não regulamentada, mas já está em funcionamento desde 2011” (SEMMA-2013).
            No município há uma cooperativa de catadores: a Coopercatar (Cooperativa de Catadores de Recicláveis). Ela já conta com quarenta catadores, que desenvolvem atividade de coleta nos bairros, assim como processamento no barracão cedido pela prefeitura municipal, como mostra a figura 2.
            Os trabalhadores que antes do programa do governo federal “CATAFORTE”, que veio a fomentar a organização da cooperativa, ganhavam em média R$150,00 reais por mês. Com a organização da cooperativa e com o apoio das autoridades, espera-se aumentar esta renda, não sendo ela suficiente para mantimento das famílias catadoras envolvidas na coleta seletiva.
            Eles passam recolhendo os resíduos sólidos separados pelos próprios moradores em pelo menos sete bairros por dia. Em uma semana são, em média, trinta bairros.

Figura 2. Catadores na cooperativa (Foto: Magda Oliveira/G1)

                Quanto à destinação do lixo industrial, o município não tem coleta especial. As empresas fazem um contrato com outra empresa no município de Vilhena-RO, especialista na destinação final de produtos hospitalares e da indústria petroquímica.


2.4 Destinações finais dos resíduos sólidos


            Depois de feito a coleta dos resíduos sólidos separados por algumas residências das famílias na cidade, e a triagem pelos catadores, ele é levado para o aterro sanitário localizado na linha quatro da rodovia estadual 383, saída para Rolim de Moura.
            O que hoje é o depósito de entulho há tempos atrás era o lixão municipal. Nele é depositado resíduos sólidos de construção, podas de árvores, entre outros. Ele é próximo ao aeroporto municipal, sendo apenas a seis quilômetros do centro da cidade. Fica na mesma rodovia do aterro sanitário.


2.5 Gestão municipal de recursos hídricos


            O município possui uma autarquia municipal que fornece água a toda população, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Cacoal (SAAE). É por meio dela que o abastecimento a população ocorre, seja no fornecimento de água, quanto no tratamento de esgoto urbano. Já no meio rural ainda predomina o costume de implantação de poços domésticos para abastecimento e fossas sépticas para dejetos.
            É importante acrescentar que a cidade fundou-se as margens do rio Machado, como mostra a figura 3, sendo este um dos principais afluentes da bacia do rio Madeira, sendo este o terceiro maior rio com vazão do Brasil (ANA-2012).

Figura 3.: Rio Machado- Arquivo da Prefeitura/2013.


2.6 Rio Machado, rio Pirarara e rio Tamarupá


            Dentro do município há dois rios que perpassam dentro da cidade. São eles: o rio Machado e o rio Tamarupá. Já o rio Machado, perpassa somente na encosta da cidade.
            Os recursos hídricos encontram-se em um avançado estágio de degradação ambiental devido ao desmatamento da marta ciliar que é a sua proteção natural evitando o carregamento de partículas sólidas, lixo, e etc.

Com a extinção das espécies de arvores nativas e frutíferas nas margens destes rios diminuiu a alimentação dos peixes, que dependem desta simbiose para sua proliferação e sobrevivência, pois, os rios de Cacoal são naturalmente reduzidos em quantidade de alevinos por que seu leito é quase que totalmente de rochas e pobre de alimentos para algumas espécies [...] A ocupação desordenada da região ribeirinha, os esgotos domésticos e industriais e assoreamento do seu leito, contaminam suas águas e multiplicam os vetores transmissores de doenças (verminoses), etc. Além do mau cheiro, eliminação da vida aquática e da beleza paisagística natural da região. (PACA-2002)

            A forte expansão da população teve pressão sobre as margens dos rios Pirarara e Tamarupá, pois, nota-se que em seu percurso dentro da cidade, a sua mata ciliar nativa foi drasticamente modificada e nos últimos dez anos houve a diminuição do nível de água de ambos.
            A conseqüência desta alteração é a modificação da paisagem natural e biológica do ambiente que os circundam. Há lixos que são levados pelas correntes dos rios tratados em questão, tanto por inconsciência ambiental pela população, quanto pela enxurrada de chuvas.
                Em períodos chuvosos é comum enchentes que, na maioria das vezes, altera a vida da população, pois para que algumas pessoas cheguem aos pontos importantes para tratar de negócios de interesse particular é necessário passar pelas pontes que liga os bairros ao centro e quando eles enchem, isso,às vezes, não é possível.


2.7 Alteração da paisagem


                Como Cacoal é uma das mais antigas cidades a surgirem no estado, ela teve alteração de sua paisagem natural. A expansão do setor agrícola influenciou-a e isso pode ser observado em todo decorrer da BR-364. Nela é possível notar que a pecuária bovina é relevante neste setor, além da agricultura convencional.
                Não há ainda uma unidade de conservação no âmbito territorial comportado pelo município. E isso fez com que os animais nativos adentrassem nos espaços de floresta restantes, que doravante foram desmatados pela expansão agrícola.


3 CONCLUSÃO


                Os problemas que são acarretados pela destinação inadequada de resíduo sólido é a falta de conscientização por parte da sociedade, e que se aponta a falta de informação para que essa matéria prima chamada de “lixo” faça seu devido ciclo, e volte para a indústria, poupando assim a natureza de duas formas: não jogar resíduos orgânicos em aterros e poupar o meio ambiente com retirada de mais matéria prima.
                Outro apontamento seria a Educação Ambiental, de tal maneira a torná-la conteúdo exigido em todos os níveis de escolaridade, assim pode-se diminuir o analfabetismo ambiental no que tange a conscientização da população cacoalense no uso de produtos duráveis e não mais manter o costume de uso de descartáveis.



4 REFERÊNCIAS

1.                  AMAZÔNIA, portal dos Maiores rios brasileiros em vazão. Disponível em: <http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=377>. Acesso em: 01/05/2013.

2.              CACOAL, Câmara Municipal de. LEI Nº 3.041/PMC/2012. Disponível em: <http://200.140.146.21:8180/portal/leis/Leis-Ordinarias/2012/lei-no-3-041-p1mc-2012>. Acesso em: 09/05/2013.

3.                  ______, Prefeitura de Municipal de. Geografia. Disponível em: <http://www.cacoal.ro.gov.br/sobre/geografia.php>. Acesso em; 01/05/2013.

4.                  ______, Prefeitura Municipal de Cacoal agora faz parte da rede estadual de cooperativas de catadores. Disponível em: <http://www.cacoal.ro.gov.br/noticia.php?id=46>. Acesso em: 01/05/2013.

5.                  IBGE. Cidades. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=110004#>. Acesso em: 25/04/2013.

6.                  OLIVEIRA, Ovídio Amélio de. GEOGRAFIA DE RONDÔNIA. Espaço & Produção. 3ª Edição. Dinâmica Editora.

7.                  OLIVEIRA, Magda/G1. Catadores de resíduos sólidos se organizam em cooperativa, em RO. Disponível em:

8.                  PAKAAS, Geografia de Rondônia. Disponível em: <http://www.pakaas.net/geografiaderondonia.htm>. Acesso em: 25/04/2013.

9.                  UNESC Cacoal. Faculdades Integradas de Cacoal. Disponível em: <http://www.unescnet.br/inicio.asp>. Acesso em: 01/05/2013.

10.               WIKIPEDIA. Cidades acima de cem mil habitantes. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/AnexoListademunic%C3%>. ADpios do Brasil acima de cem mil habitantes. Acesso em: 01/05/2013.


11.               ______. Cidades mais populosas de Rondônia. <http://pt.wikipedia.org/wiki/Predefini%C3%A7%C3%A3o>. Cidades mais populosas de Rond%C3%B4nia

Irrigating Pastures

Irrigatio n Tips for Sprinkler SystemsAs summer approaches and the soil dries, forage plants become dormant. Some years in drier areas of Oregon dormancy may begin in the late spring. If you have irrigation rights, your pastures can provide supplemental nutrition even during the dry summer months. Although this article target irrigated pastures many of the principles apply to other crops.
There are a number of irrigation methods used in Oregon, including flood, hand line, wheel line, gated pipe, little and big gun, linear, and pivot irrigation systems. The method of choice depends on the system that came with the farm, the size of the farm and the amount of labor, time and money available. Some small farms use solid set systems for pasture. These systems are efficient but require care to protect the pipe from the livestock.
Determining when to irrigate and how much water to apply are specialized tasks. Though many techniques exist, monitoring soil moisture may be the easiest irrigation scheduling technique. This technique can help you determine when to irrigate, whether irrigation periods are sufficiently spaced, and whether the proper amount of water is applied during each irrigation. See the resources for more information that the end of this article for a useful field test for estimating soil moisture. During the growing season, the soil should dry out to about 50% of the soil water hold capacity before it is irrigated back to its capacity. Water holding capacity is a determined by soil texture, organic matter content, and soil depth. The time between irrigations varies depending on the time of year. For instance, during spring in Central Oregon, the frequency of irrigation could be every two to three weeks; in the summer it could be every 5 days, depending upon the water holding capacity of the soil.
Moisture evaporates from the soil and plants are said to transpire, that is, they give off moisture through their leaves. Considered together, these two processes are referred to as evapotranspiration. Evapotranspiration or average daily water loss from the soil plant system varies by season. As you might guess, water losses are greater during the hot, dry, longer days of summer than at any other time of year.
If your goal only is to have a green pasture, irrigate whenever the weather is dry. If you irrigate for production, follow an irrigation management plan based on the infiltration rate, water-holding capacity of the soil, and amount of moisture lost to evapotranspiration. Use weather and soil information to ensure adequate but not excessive irrigation. This information is available for a variety of areas of Oregon through Agrimet (see for more information below). An irrigation specialist at the local USDA Natural Resources Conservation Service office can provide help develop a water management plan.
Do not leave large livestock in the pasture while irrigating; they may damage equipment. To avoid plant damage and soil compaction, wait 3 or 4 days after irrigating before turning large livestock back onto pastures. As always, wait until the pasture is above 6 to 8 inches in height before grazing, and graze no shorter than 3 inches.

Produção de leite em pastagem irrigada

A intensificação do uso das pastagens é o fator mais importante para a viabilidade técnico-econômica da produção de leite, pois a alimentação é o item de maior custo nos sistemas de produção animal.


Neste sentido, a irrigação de pastagens é uma ferramenta de manejo que permite produzir como planejado, sem que a falta de chuvas altere os índices de produtividade e de rentabilidade previamente estabelecidos em um sistema de produção de leite.


Contudo, a irrigação é uma tecnologia agrícola final, ou seja, o produtor de leite que pretender utilizá-la deve ser, antes de tudo, um excelente agricultor.


Antes da implantação do sistema de irrigação de pastagens, o produtor de leite deve aplicar de maneira correta as tecnologias disponíveis que promovam altas produções de forragem de qualidade superior, dentre as quais destacamos:


- o preparo do solo;


- a correção da fertilidade do solo, com base em análise química;


- a escolha da espécie e cultivar da forrageira;


- a semeadura em nível, a fim de evitar erosões;


- as adubações de manutenção e cobertura, mediante análise do solo e da exigência da planta forrageira;


- o combate a pragas e doenças, especialmente formigas no caso da pastagem.


Dentre as vantagens do uso da irrigação em pastagens destaca-se a redução dos efeitos da estacionalidade na produção de forragem e da ampliação da possibilidade de prover forragem aos animais por um período mais longo do ano, dependendo da temperatura e da luminosidade.


Além disso, a irrigação de pastagem contribui para reduzir a quantidade de volumosos conservados e concentrados nas dietas e para intensificar a produção de leite por área, melhorando o desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho.


A irrigação de pastagem possibilita a produção de altas quantidades de forragem por hectare por ano, com redução de custos. É possível lotações de 7 a 10 vacas por hectare, produzindo 10-13kg de leite por vaca por dia. Isso significa que é perfeitamente possível produzir 90 a 130kg de leite por dia por hectare, ou seja, 32.850kg a 47.450kg de leite por hectare por ano.


Resultados positivos em pesquisas cientificas na atividade leiteira foram encontrados por Lugão et al. (2008), trabalhando com adubação de pastagens em sistemas intensificados nas pequenas propriedades do Noroeste do Paraná, em pastagens adubadas com 300kg de N/ha/ano e manejadas com 95% de interceptação luminosa, onde obtiveram produção de forragem de até 4.200kg de MS por ha por ciclo de pastejo, permitindo taxas de lotação de até 9 U.A./ha com produções que chegaram a 16.923kg de leite por ha/ano com a utilização suplementar de concentrado.


Em estudo realizado no Setor de Bovinocultura de Leite do Polo Regional da Alta Mogiana - Colina - SP (Signoretti, et al., 2011) com objetivo de avaliar o desempenho produtivo de vacas leiteiras mestiças mantidas em pastagem de capim Tanzânia irrigada (figura 1), sob método de lotação intermitente, com 7 U.A./ha, fertilizada com 30kg de N e 10kg de K2O/ha por ciclo de pastejo (24 dias), onde as vacas receberam suplementação com dois níveis de concentrado (2,5 x 5,0kg/vaca/dia). 




A massa de forragem produzida foi, em média, 5.301kg de MS/ha (março a outubro de 2010).


Além disso, nos meses de junho a setembro de 2010, as vacas receberam 20kg de silagem de milho/vaca/dia, com base na MN, pois a oferta de forragem foi insuficiente para manter as 7 U.A./ha, conforme pré-estabelecido.


A produção média de leite por vaca por dia e por área (kg/ha) foi 20,07% e 24,84% maior, quando os animais receberam 5,0kg, em comparação com as que receberam 2,5kg de concentrado por vaca por dia, respectivamente (tabela 1). 




A relação de quilo de leite produzido por quilo de concentrado consumido por dia foi de 5,06 e 3,04 para animais que receberam 2,5kg ou 5,0kg de concentrado por vaca por dia, respectivamente.


Considerando-se o custo do concentrado (R$0,57/kg), preço de mercado na região de Colina-SP em outubro de 2010, época que foi realizado o experimento, verificou-se que o custo por quilo de leite produzido foi 64,7% maior para as vacas suplementadas com 5,0kg de concentrado/dia (R$0,196/kg de leite) em comparação com aquelas que receberam 2,5kg de concentrado/dia (R$0,119/kg de leite). Deste modo, verificou-se aumento da produção de leite por hectare de 24,84% (Tabela 1).


Nestas condições experimentais, o fornecimento de 5,0kg de concentrado/animal/dia em pastagem fertilizada, irrigada e com elevada taxa de lotação foi menos eficiente economicamente que o fornecimento de 2,5kg de concentrado/animal/dia.


Deste modo, além do aumento da produtividade total de forragem com o uso da irrigação, outras vantagens são: o aumento no período de produção, com maior crescimento das forrageiras no início da estação (agosto a outubro); redução no período de suplementação dos animais no cocho; maior estabilidade na disponibilidade de forragem ao longo do ano e produção de leite.


Por fim, é importante que o produtor que pretende irrigar sua pastagem entenda quais as mudanças serão necessárias no dia a dia de sua propriedade, especialmente em relação ao manejo da pastagem e da aplicação correta de água, da adubação e da melhoria genética dos animais.


Referências Bibliográficas


LUGÃO, S. M. B. et al. Redes de referência: um dispositivo de pesquisa e  extensão para o desenvolvimento da agricultura familiar. In: SANTOS, G. T.  dos et al. (Ed.). Bovinocultura de Leite. Maringá: Eduem, 2008. p. 77-104.


SIGNORETTI, R.D. et al. Produção e composição de leite de vacas mestiças mantidas em pastagem de capim Tanzânia irrigada suplementadas com diferentes níveis de concentrado. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 48., Belém. Anais... Belém: SBZ, 2011.