sexta-feira, 23 de maio de 2014 By: Unknown

Processamento da cana-de-açúcar


A cana-de-açúcar é a principal matéria-prima para a indústria sucroalcooleira brasileira. A agroindústria da cana envolve etapas, como: produção e abastecimento da indústria com matéria-prima; gerenciamento dos insumos, resíduos, subprodutos e da versatilidade da produção - de açúcar ou álcool; armazenamento e comercialização dos produtos finais. Estas etapas devem ser executadas com o emprego de técnicas eficientes de gerenciamento.
A colheita, carregamento, transporte, pesagem, pagamento da cana pela qualidade, descarregamento e lavagem (Figura 1) são operações determinantes para um bom desempenho industrial. Estas etapas devem ser realizadas em sincronia com as operações industriais para que não ocorra sobreabastecimento, o que demanda armazenamento, com conseqüente queda na qualidade ou falta de cana para a moagem, ocasionando atrasos na produção.

Na indústria, a cana pode ter dois destinos: produção de açúcar ou de álcool. Para a produção de
do caldo: moagem ou açúcar, as etapas industriais são:
  • lavagem da cana;
  • preparo para moagem ou difusão (Figura 2);
  • extração difusão;
  • purificação do caldo: peneiragem e clarificação;
  • evaporação do caldo;
  • cozimento;
  • cristalização da sacarose;
  • centrifugação: separação entre cristais e massa cozida;
  • secagem e estocagem do açúcar.


Já a produção de álcool envolve as seguintes etapas:
  • lavagem da cana;
  • preparo para moagem ou difusão;
  • extração do caldo: moagem ou difusão;
  • tratamento do caldo para produção de álcool;
  • fermentação do caldo (Figura 3); 
  • destilação do vinho;
  • retificação;
  • desidratação: álcool anidro ou hidratado.
  
Fig. 3. Fermentação do caldo para produção de álcool.
Foto: Rogério Haruo Sakai.

quinta-feira, 22 de maio de 2014 By: Unknown

Cana-de-açúcar - INTRODUÇÃO NO BRASIL




 Introduzida no período colonial, a cana-de-açúcar se transformou em uma das principais culturas da economia brasileira. O Brasil não é apenas o maior produtor de cana. É também o primeiro do mundo na produção de açúcar e etanol e conquista, cada vez mais, o mercado externo com o uso do biocombustível como alternativa energética.
Responsável por mais da metade do açúcar comercializado no mundo, o País deve alcançar taxa média de aumento da produção de 3,25%, até 2018/19, e colher 47,34 milhões de toneladas do produto, o que corresponde a um acréscimo de 14,6 milhões de toneladas em relação ao período 2007/2008. Para as exportações, o volume previsto para 2019 é de 32,6 milhões de toneladas.
O etanol, produzido no Brasil, a partir da cana-de-açúcar, também conta com projeções positivas para os próximos anos, devidas principalmente, ao crescimento do consumo interno. A produção projetada para 2019 é de 58,8 bilhões de litros, mais que o dobro da registrada em 2008. O consumo interno está projetado em 50 bilhões de litros e as exportações em 8,8 bilhões.
A política nacional para a produção da cana-de-açúcar se orienta na expansão sustentável da cultura, com base em critérios econômicos, ambientais e sociais. O programa Zoneamento Agroecológico da Cana-de-Açúcar (ZAEcana) regula o plantio da cana, levando em consideração o meio ambiente e a aptidão econômica da região. A partir de um estudo minucioso, são estipuladas as áreas propícias ao plantio com base nos tipos de clima, solo, biomas e necessidades de irrigação.
Está previsto, ainda, um calendário para redução gradual, até 2017, da queimada da cana-de-açúcar em áreas onde a colheita é mecanizada, proibindo o plantio na Amazônia, no Pantanal, na Bacia do Alto Paraguai (BAP) e em áreas com cobertura vegetal nativa.


FONTE: MAPA
terça-feira, 31 de dezembro de 2013 By: Unknown

Manejo homeopático para gado de leite



No sistema de criação da vaca leiteira, problemas como carrapato, mosca de chifre, verminose e mastite são dificuldades enfrentadas pelo produtor que inviabilizam a criação e faz o produtor produzir sempre no "vermelho". A homeopatia é, hoje, capaz de resolver estes problemas.


O desconhecimento desta medicina gera preconceitos tais como: a Homeopatia é lenta; que seu uso é indicado em doenças crônicas ou doenças sem grandes comprometimento físico, que desta forma não promovam risco de vida ao animal.

Países desenvolvidos como a França, Inglaterra, Alemanha e Bélgica possuem a Homeopatia em importante projeção e crescimento. É agora o momento do Brasil! O pecuarista brasileiro deve, com extrema urgência, adequar-se, pois o Brasil possui o maior rebanho comercial de bovinos do mundo.

No mundo todo, existe um grande apelo pela preservação ambiental, aliado a uma consciência crescente da população sobre os malefícios que uma alimentação com resíduos tóxicos ocasiona em sua saúde.

O Mercado Comum Europeu e o Japão são duas potências econômicas ávidas por consumir carne e leite sem resíduos de agrotóxicos e ou antibióticos. O país necessita preparação para a grande oportunidade de produzir, consumir e de exportar sanidade, o que vem sendo pretendido por outros países, conforme informes recentes.

A Homeopatia é a única medicina capaz de produzir o "leite orgânico", segundo a "Instrução Normativa do Ministério da Agricultura" nº 7, de 17 de maio de 1999, que dispõe sobre normas para a produção de produtos orgânicos vegetais e animais, preconiza o uso da Homeopatia na produção animal sem quaisquer restrições.

O grande impecílio sempre foi decorrente da falta do controle de insetos com medicamentos dinamizados. Hoje, apenas no Brasil este controle é viável, através do medicamento homeopático. Este manejo abrange os principais ecto e endoparasitos que afligem a pecuária, pois este projeto tem a ambição de além de ser mais eficiente que o modelo tradicional, não promover resíduos tóxicos e ter um custo menor. Esta formulação, aliada aos medicamentos para bovinocultura de leite, encerram o ciclo da pecuária saudável.

Outra vantagem do uso da Homeopatia, é que seu uso na propriedade que se propõe à produção orgânica, facilita a conversão da produção convencional para produção orgânica.

O Manejo Homeopático de Gado de Leite pode ser associado ao manejo convencional, de forma que a produção de leite e derivados seja LIVRE DE RESÍDUOS assim como produzindo leite e derivados com maior qualidade em virtude da ausência dos produtos químicos e da PRODUÇÃO LÁCTEA EM PLENA CONDIÇÃO FISIOLÓGICA DA GLÂNDULA MAMÁRIA.


Leia mais: http://www.cpt.com.br/cursos-bovinos-gadodeleite/artigos/manejo-homeopatico-para-gado-de-leite#ixzz2pAlh5XVZ

Manejo de água no país é crítico, afirmam pesquisadores

Por Elton Alisson

Agência FAPESP – A gestão de recursos hídricos no Brasil representa um problema crítico, devido à falta de mecanismos, tecnologias e, sobretudo, de recursos humanos suficientes para gerir de forma adequada as bacias hidrográficas do país. A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do “Seminário sobre Recursos Hídricos e Agricultura”, realizado no dia 2 de outubro, na FAPESP.
O evento integrou as atividades do 58º Prêmio Fundação Bunge e do 34º Prêmio Fundação Bunge Juventude que, neste ano, contemplaram as áreas de Recursos Hídricos e Agricultura e Crítica Literária. Na área de Recursos Hídricos e Agricultura os prêmios foram outorgados, respectivamente, aos professores Klaus Reichardt, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), da Universidade de São Paulo (USP), e Samuel Beskow, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
“O Brasil tem problemas de gestão de recursos hídricos porque não há mecanismos, instrumentos, tecnologias e, acima de tudo, recursos humanos suficientemente treinados e com bagagem interdisciplinar para enfrentar e solucionar os problemas de manejo da água”, disse José Galizia Tundisi, pesquisador do Instituto Internacional de Ecologia (IIE), convidado a participar do evento.
“É preciso gerar métodos, conceitos e mecanismos aplicáveis às condições do país”, avaliou o pesquisador, que atualmente dirige o programa mundial de formação de gestores de recursos hídricos da Rede Global de Academias de Ciências (IAP, na sigla em inglês) – instituição que representa mais de cem academias de ciências no mundo.
De acordo com Tundisi, as bacias hidrográficas foram adotadas como unidades prioritárias de gerenciamento do uso da água pela Política Nacional de Recursos Hídricos, sancionada em 1997. Todas as bacias hidrográficas do país, contudo, carecem de instrumentos que possibilitem uma gestão adequada, apontou o pesquisador.
“É muito difícil encontrar um comitê de bacia hidrográfica [colegiado composto por representantes da sociedade civil e responsável pela gestão de recursos hídricos de uma determinada bacia] que esteja totalmente instrumentalizado em termos de técnicas e de programas para melhorar o desempenho do gerenciamento de uso da água”, afirmou.
Modelagem hidrológica
Segundo Tundisi, alguns dos instrumentos que podem facilitar a gestão e a tomada de decisões em relação ao manejo da água de bacias hidrográficas brasileiras são modelos computacionais de simulação do comportamento de bacias hidrográficas, como o desenvolvido por Beskow, professor do Departamento de Engenharia Hídrica da UFPel, ganhador da atual edição do Prêmio Fundação Bunge Juventude na área de Recursos Hídricos e Agricultura.
Batizado de Lavras Simulation of Hidrology (Lash), o modelo hidrológico foi desenvolvido por Beskow durante seu doutorado, realizado na Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, com um período na Purdue University, dos Estados Unidos.
“Há vários modelos hidrológicos desenvolvidos em diferentes partes do mundo – especialmente nos Estados Unidos e Europa –, que são ferramentas valiosíssimas para gestão e tomada de decisões relacionadas a bacias hidrográficas”, disse Beskow.
“Esses modelos hidrológicos são úteis tanto para projetar estruturas hidráulicas – pontes ou reservatórios –, como para fazer previsões em tempo real de cheias e enchentes, como para medir os impactos de ações do tipo desmatamento ou mudanças no uso do solo de áreas no entorno de bacias hidrográficas”, afirmou.
De acordo com o pesquisador, a primeira versão do Lash foi concluída em 2009 e aplicada em pesquisas sobre modelagem de chuva e vazão de água para avaliação do potencial de geração de energia elétrica em bacias hidrográficas de porte pequeno, como a do Ribeirão Jaguará, em Minas Gerais, que possui 32 quilômetros quadrados.
Em razão dos resultados animadores obtidos, o pesquisador começou a desenvolver, a partir de 2011, a segunda versão do modelo de simulação hidrológica, que pretende disponibilizar para os gestores de bacias hidrográficas de diferentes dimensões.
“O modelo conta agora com um banco de dados por meio do qual os usuários conseguem importar e armazenar dados de chuva, temperatura e umidade e uso do solo, entre outros parâmetros, gerados em diferentes estações da rede de monitoramento de uma determinada bacia geográfica e, que permitem realizar a gestão de recursos hídricos”, contou.
Uma das principais motivações para o desenvolvimento de modelos e de simulação hidrológica no Brasil, segundo o pesquisador, é a falta de dados fluviométricos (de medição de níveis de água, velocidade e vazão nos rios) das bacias hidrológicas existentes no país.
É baixo o número de estações fluviométricas cadastradas no Sistema de Informações Hidrológicas (HidroWeb), operado pela Agência Nacional de Águas (ANA), e muitas delas estão fora de operação, afirmou Beskow.
“Existem pouco mais de cem estações fluviométricas no Rio Grande do Sul cadastradas nesse sistema, que nos permitem obter dados de séries temporais de até dez anos”, disse o pesquisador. “Esse número de estações é muito baixo para fazer a gestão de recursos hídricos de um estado como o Rio Grande do Sul.”
Uso racional da água
Beskow e Klaus Reichardt – que também é professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) – destacaram a necessidade de desenvolver tecnologias para usar a água de maneira cada vez mais racional na agricultura, uma vez que o setor consome a maior parte da água doce prontamente disponível no mundo hoje.
Do total de 70% da água encontrada na Terra, 97,5% é salgada e 2,5% é doce. Desse percentual ínfimo de água doce, no entanto, 69% estão estocados em geleiras e neves eternas, 29,8% em aquíferos e 0,9% em reservatórios. Do 0,3% prontamente disponível, 65% são utilizados pela agricultura, 22% pelas indústrias, 7% para consumo humano e 6% são perdidos, ressaltou Reichardt.
“No Brasil, temos a Amazônia e o aquífero Guarani que poderão ser explorados”, afirmou o pesquisador que teve projetos apoiados pela FAPESP.
Reichardt ganhou o prêmio por sua contribuição em Física de Solos ao estudar e desenvolver formas de calcular o movimento de água em solos arenosos ou argilosos, entre outros, que apresentam variações. “Isso foi aplicado em vários tipos de solo com condutividade hidráulica saturada em função da umidade, por exemplo”, contou.
O pesquisador vem se dedicando nos últimos anos a realizar, em colaboração com colegas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), tomografia computadorizada para medida de água no solo. “Por meio dessa técnica conseguimos desvendar fenômenos muito interessantes que ocorrem no solo”, disse Reichardt.
Custo da inanição
O evento contou com a presença de Eduardo Moacyr Krieger e Carlos Henrique de Brito Cruz, respectivamente vice-presidente e diretor científico da FAPESP; Jacques Marcovitch, presidente da Fundação Bunge; Ardaillon Simões, presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), e José Antônio Frizzone, professor da Esalq, entre outras autoridades.
Em seu pronunciamento, Krieger apontou que a Fundação Bunge e a FAPESP têm muitas características em comum. “Ao premiar anualmente os melhores pesquisadores em determinadas áreas, a Fundação Bunge revela seu cuidado com o mérito científico e a qualidade das pesquisas”, disse Krieger.
“A FAPESP, de certa forma, também faz isso ao ‘premiar’ os pesquisadores por meio de Bolsas, Auxílios e outras modalidades de apoio, levando em conta a qualidade da pesquisa realizada.”
Brito Cruz ressaltou que o prêmio concedido pela Fundação Bunge ajuda a criar no Brasil a possibilidade de pesquisadores se destacarem na sociedade brasileira por sua capacidade e realizações intelectuais.
“Isso é essencial para se construir um país que seja dono de seu destino, capaz de criar seu futuro e enfrentar novos desafios de qualquer natureza”, disse Brito Cruz. “Um país só consegue avançar tendo pessoas com capacidade intelectual para entender os problemas e criar soluções para resolvê-los.”
Por sua vez, Marcovitch avaliou que o problema da gestão do uso da água no país pode ser enfrentado de duas formas. A primeira parte da premissa de que o país está deitado em berço esplêndido, tem recursos naturais abundantes e, portanto, não precisaria se preocupar com o problema. A segunda alerta para as consequências da inação em relação à necessidade de se fazer gestão adequada dos recursos hídricos do país, como Tundisi vem fazendo, para estimular pesquisadores como Beskow e Reichardt a encontrar respostas.
“[Nós, pesquisadores,] temos a responsabilidade de elevar a consciência da sociedade sobre os riscos e o custo da inação em relação à gestão dos recursos hídricos do país”, disse. 

URINA de Vaca para Repelente de Insetos ou fertilizante


 

Por possuir vários nutrientes, a urina é útil como fertilizante e, por causa do cheiro forte, atua como replente de insetos. Como fertilizante a urina precisa ser diluída 1% (1 litro de urina para 100 litrosde água) e fazer pulverizações semanais em hortaliças ou a cada 15 dias em frutíferas. Ou, ainda, no solo, junto ao pé da planta, diluída a 5% (5 litros de urina para 100 litros de água). A urina deve ser recolhida em um balde e guardada por três dias em um vasilhame fechado antes de ser usada. Pode ser guardada um ano em vasilhame fechado. 


Urina de vaca distribuída como brinde

Brasília, 16 (Agência Brasil - ABr) - Um dentre os vários brindes distribuídos na exposição Ciência para a Vida, promovida pela Embrapa, despertou a curiosidade dos visitantes, a urina de vaca. Pode parecer estranho presentear as pessoas com um frasco contendo urina animal, mas essa foi a forma encontrada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro) para divulgar as pesquisas efetuadas na instituição
para o aproveitamento da urina de vaca como fungicida e na produção de plantas mais resistentes.
Segundo os pesquisadores, a urina é um substituto natural aos agrotóxicos e adubos químicos utilizados na agricultura. Ela é composta por substâncias que, reunidas, melhoram a saúde das plantas, tornando-as mais resistentes às pragas e doenças. A urina é rica em potássio e em priocatecol, um aminoácido que fortalece os vegetais. Em sua composição também são encontrados cloro, enxofre, nitrogênio, sódio, fenóis e ácido indolacético.
Na Estação Experimental de Itaocara, Rio de Janeiro, onde os experimentos estão centralizados sob a coordenação de Ricardo Gadelha, a urina foi utilizada, inicialmente, para combater a fusariose, doença que ataca as plantações de abacaxi e que pode provocar perda de até 40% para os produtores. Com o avanço dos testes, verificou-se que o produto evitava outras doenças provocadas por fungos em culturas diversas. Já foram realizados estudos que revelaram aumento de produção no cultivo de frutas,
legumes, hortaliças e também plantas ornamentais.
Para cada cultura, há uma dosagem específica da mistura. Nelcyr Guimarães, um dos pesquisadores da Pesagro envolvidos no trabalho, explica que dosagens de urina maiores que as indicadas podem causar danos às plantas. Em culturas de legumes como quiabo, jiló e berinjela, o litro de urina deve ser diluído em 100 litros de água e pulverizado sobre a plantação uma vez a cada quinze dias. Para as frutas o procedimento é diferente. No abacaxi, por exemplo, pulveriza-se a mistura com a mesma dosagem uma vez por mês, durante os primeiros quatro meses. Depois, aumenta-se a quantidade de urina para 2,5
litros para cada 100 litros de água, continuando a aplicação mensal. O procedimento deve ser suspenso dois meses antes da indução da floração, retornando a partir do vermelhamento do fruto.
A idéia de se aproveitar a urina de vaca surgiu a partir de reivindicações de pequenos produtores rurais fluminenses, para que a Pesagro desenvolvesse ações que aumentassem a produção com redução do uso de agrotóxicos. A urina de vaca resolve as duas questões, inibindo o uso de defensivos químicos e aumentando o número de brotações, de folhas e de frutos. Sendo um produto natural, não causa riscos à saúde do produtor e do consumidor. Outra vantagem apontada por Guimarães é o atraso na maturação dos frutos tratados com a mistura. "Chegando ao mercado na entressafra, esses produtos gerarão
mais lucro a seus produtores", diz o pesquisador.
A urina já é usada, com resultados satisfatórios, por produtores rurais do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais. Quando fala das pesquisas para os visitantes da exposição, Guimarães costuma brincar dizendo que o mais difícil de tudo é fazer a vaca urinar dentro do recipiente. Brincadeiras à parte, o procedimento de coleta do material é simples e deve ser feito na hora de tirar o leite. Ele explica que é normal o animal urinar
quanto tem as pernas amarradas para a ordenha, sendo esse o momento ideal de coleta. O líquido deve descansar por três dias, estando bom para manipulação após esse período. A validade do produto é de dois anos. (Hebert França).

Fonte: Pesagro - RJ


URINA DE VACA
Em tempos de vacas magras, nem a urina da vaca escapa.
Já faz algum tempo que pesquisadores muito sérios da Embrapa do Rio de Janeiro vêm pesquisando os efeitos da urina de vaca sobre diversas culturas com resultados muito positivos.
Tivemos a oportunidade de ver inclusive um trabalho que induzia a resistência de plantas cítricas ao ataque de gomose.
Embora não tenhamos testado no Estado de São Paulo, vamos deixar as bases para a abertura da mente de nossos leitores.

URINA DE VACA Defensivo e fertilizante
Pesquisa comprova que uso do produto melhora desempenho e aumenta resistência das plantas a pragas e doenças.

Paulo Lício
Há um adágio popular que diz que do boi se aproveita até o berro. Isso não está longe de acontecer. De fato, é grande a utilização de todas as partes dos bovinos (carne, couro, ossos, gordura, vísceras e chifres), bem como daquilo que eles produzem em vida (esterco e leite). O mesmo ocorre com a urina que, se usada corretamente, funciona como defensivo natural e como fertilizante para as plantas, conforme indicam os experimentos realizados com esse objetivo.

Os estudos mais recentes vêm sendo conduzidos pelos pesquisadores Ricardo Sérgio Sarmento Gadelha e Regina Célia Alves Celestino, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro (Pesagro-Rio), que intensificaram as investigações sobre o uso do produto em hortaliças e fruteiras, com resultados positivos. Também testam sua eficácia em lavouras de grãos. Tanto que elaboraram cartilha na qual mostram as vantagens do produto e as formas corretas de utilização.

De acordo com Ricardo Gadelha, quando pulverizadas com solução de urina de vaca e água, as plantas ficam mais saudáveis e mais resistentes às pragas e doenças. As principais substâncias encontradas na urina de vaca são nitrogênio, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, enxofre, ferro, manganês, boro, cobre, zinco, sódio, cloro, cobalto, molibdênio, alumínio, além de fenóis (que aumentam a resistência das plantas) e ácido indolacético (hormônio natural de crescimento). Isso significa que o líquido reúne praticamente todos os macro e micronutrientes necessários às plantas.

Como utilizar
A correta utilização da urina de vaca começa no processo de coleta. Isso deve ser feito na hora da retirada do leite, momento em que a vaca geralmente urina. O líquido deve ser coletado em um balde comum e depois engarrafado em recipientes plásticos com tampa (garrafas pet podem ser usadas), onde fica em descanso por pelo menos três dias antes da aplicação, conforme recomenda o técnico. Além disso, em embalagens fechadas, a urina pode ser guardada por até um ano sem perder a ação.
O produto deve ser diluído em água, na proporção correta para cada cultura, já que o uso em excesso pode causar dano às plantas. Para hortaliças como quiabo, jiló e beringela, recomenda-se misturar 1 litro de urina em 100 litros de água, pulverizando as plantas de 15 em 15 dias; para tomate, pimentão, pepino, vagem, alface e couve, bons resultados foram obtidos com mistura de meio litro de urina em 100 litros de água, com pulverizações semanais.
Experimentos ainda são realizados no caso de fruteiras como maracujá, coco, acerola, limão, laranja, tangerina, banana, pinha, manga, jabuticaba e goiaba. Mas os pesquisadores já oferecem algumas indicações ideais. No caso do abacaxizeiro, pulverizar com mistura de 1 litro de urina e 100 litros de água nos primeiros quatro meses, uma vez por mês. A partir daí, usar 2,5 litros de urina em 100 litros de água, também com pulverizações mensais. Mas há uma recomendação: deve-se suspender o uso dois meses antes da indução da floração, retornando após e emissão dos frutos.

A urina de vaca pode ser aplicada também no solo. Os técnicos da Pesagro-Rio recomendam misturar 5 litros de urina de vaca em 100 litros de água e aplicar no solo, ao redor do caule, na proporção de meio litro da mistura por planta pequena, 1 litro por planta média e 2 litros por planta grande. A aplicação deve ser repetida a cada três meses. No caso do maracujá, a quantidade de mistura indicada é de meio litro por planta.

Ricardo Gadelha informa que o produto pode ser usado também em lavouras de café e em plantas ornamentais. No primeiro caso, recomenda-se diluir 1 litro de urina em 100 litros de água e aplicar em intervalos mensais, molhando toda a planta. Já para ornamentais, deve-se diluir 5 mililitros de urina de vaca em um litro de água e aplicar de 50 a 100 mililitros na terra, de 30 em 30 dias. Quanto ao uso em lavouras (soja, milho, arroz, algodão), os testes ainda estão em andamento.

VANTAGENS
Uso correto faz da urina de vaca bom produto natural:
- Diminui a necessidade de agrotóxicos e adubos químicos;
- Reduz os custos de produção, já que é facilmente obtida;
- Nutre as plantas, aumentando o número de brotações, de folhas, de flores e a produção;
- Não causa risco à saúde do produtor e do consumidor, nem danos ao meio ambiente;
- Está pronta para utilização, bastando apenas acrescentar água;
- É indicada para quase todas as culturas, com efeito rápido e eficiente;
Fonte: Suplemento do Campo do Jornal O Popular, em 17 de julho de 2004 


fonte:http://comunidades.mda.gov.br/dotlrn/clubs/redestematicasdeater/agroecologia/contents/photoflow-view/content-view?object_id=899398

Histórico da Irrigação no Brasil


   A Irrigação no Brasil foi desenvolvida por meio do uso de diferentes modelos. O envolvimento público na irrigação é relativamente novo, enquanto o investimento privado tem sido tradicionalmente responsável pelo desenvolvimento da irrigação.