A
importância da cana de açúcar é devida à sua mútipla utilidade, podendo ser
empregada in natura, sob a forma de forragem, para alimentação
animal, ou como
matéria prima para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool. Seus resíduos também tem grande importância econômica: o vinhoto é transformado em adubo e o bagaço em combustível.
matéria prima para a fabricação de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool. Seus resíduos também tem grande importância econômica: o vinhoto é transformado em adubo e o bagaço em combustível.
O
Brasil lidera a lista dos 80 países produtores, respondendo por 25% da produção
mundial. Em 1998, o país produziu 338.002 mil toneladas métricas de cana,
seguido pela Índia (265.000 mil toneladas métricas) e pela China (85.666
toneladas métricas). No Brasil, o complexo sucroalcoleiro gera uma renda de US$
7 bilhões, sendo que US$ 3,2 bilhões são obtidos em vendas para o exterior. A
cana-de-açucar é a base para todo o agronegócio sucroalcooleiro, representado
por 350 indústrias de açúcar e álcool e 1.000.000 empregos diretos e indiretos.O
Brasil produziu e moeu na safra 1999/00, 300 milhões de toneladas de cana de
açúcar, 381 milhões de sacas de 50 kg de açúcar e mais de 12 milhões de litros
de álcool anidro e hidratado.
Em
São Paulo, responsável por 60% da produção nacional, o agribusiness da cana
movimenta R$ 8 bilhões por ano e proporciona 600 mil empregos diretos. São
Paulo é, em nível mundial, líder em competitividade (menor custo de produção) e
em exportação de açúcar. A importância econômica da cana para São Paulo deve
crescer muito em função de seu potencial para a produção de energia renovável.
O
Proálcool criado em 1975, numa tentativa de amenizar o problema energético,
tinha como objetivo a redução das importações de petróleo Ainda hoje há cerca
de 4 milhões de veículos que utilizam exclusivamente este derivado da cana como
combustível, representando 40% da frota nacional. Além disso o alcool
representa uma solução não poluente para octanagem da gasolina, substituindo o
chumbo tetraetila, altamente prejudicial à saúde humana, na mistura gasolina
-álcool (gasohol), hoje aceita e usada em praticamente todo o mundo.
Posteriormente
a baixa dos preços do petróleo, tornou o álcool pouco competitivo, exigindo
subsídios para a manutenção do programa. Nos últimos 3 anos a política de eliminação
de subsídios, provocou uma certa desorganização que vem sendo vivida e
discutida , à procura de um novo equilíbrio entre os diversos atores da cena
energética nacional. Atualmente, é baixa a produção de veículos novos a álcool,
mas a recente elevação dos preços internacionais do petróleo cria perspectivas
promissoras para o álcool combustível. Mais ainda porque o álcool tem tido seu
reconhecimento na comunidade internacional como uma das possíveis soluções aos
problemas ambientais destacando-se como um dos melhores candidatos a ser
apoiados com políticas de financiamento (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo -
MDL), segundo o estabelecido no Protocolo de Quioto.
Com
a crise energética nova perspectiva é aberta para o aproveitamento do bagaço da
cana. Como a quantidade do bagaço produzida é muito elevada (aproximadamente
30% da cana moída), existe um grande potencial para geração de eletricidade
para venda comercial.
Estima-se
um potencial de geração de eletricidade a partir de bagaço de cana em 4.000 MW
utilizando-se tecnologias comercialmente disponíveis. As alterações na regras
do mercado de energia elétrica, estão criando melhores condições para a oferta
de energia por produtores independentes, podendo ser atrativas para o setor
sucroalcooleiro.